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| Finnegans Wake; Leitura coletiva do Finnegans Wake | |
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| Tweet Topic Started: May 25 2011, 11:14 PM (2,973 Views) | |
| Mavericco | May 27 2011, 04:22 PM Post #11 |
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Nel mezzo del cammin
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(acho dez páginas justo. O começo do livro é mais complicado, pois está bem dependente do final; se não me engano, com umas 5 páginas ele se desprende e passa a formar um enredo {o sonho começa, efetivamente}; então, é provável que vamos poder acelerar um pouquinho o ritmo e depois desacelerar, como uma parábola) Joyce manteve o título da obra em segredo e contou apenas à sua esposa. Ele chegou a fazer charadas com Sylvia Beach (a chefona da editora que publicou o Ulysses em livro) por intermédio de cartas (uma das poucas leitoras que não criticavam seu livro [mas que também não elogiavam]); mas parou quando percebeu que estava dando dicas demais. Ele fez até mesmo uma festa entre amigos (poucos, pois a obra foi arduamente criticada e execrada por muitos de seus "companheiros"); e nesta revelou o título final. Aliás, os esforços de Joyce para que as pessoas gostassem de sua última obra são tremendos. Escreveu cartas explicando frases e pedaços do texto (Richard Ellmann mostra uma onde ele destrincha a versão prínceps do primeiro parágrafo do livro [riverrun, past (...)] -- uma versão um pouco diferente, posso dizer, mas nem tanto {é importante ter em mente que Joyce não começou a escrever o livro linearmente; ele o escreveu em pedaços}]). Chegou até mesmo a escrever poemas mais populares (Poems Pennyeach) para tentar agarrar alguns leitores pelo cabelo. Mas foi em vão. O ódio era grande; a fama de Joyce estava sendo substituída pela de Kafka (Joyce comenta isto; mas não me lembro o que ele comenta); a segunda guerra mundial estava eclipsando tudo; o retrato do artista estava velho. E Joyce tinha uma filha com um nível de senilidade baixíssimo, já tendo ultrapassado a porta da loucura de largo (nem Carl Jung, o místico psicólogo que resenhou debilmente o Ulysses, conseguiu converter o caso). Unam isto ao fato de Joyce estar ficando cada vez mais cego, tendo feito, se não me engano, 11 cirurgias no olho ao decorrer de sua vida (uma das fotos mais impactantes é uma que mostra Joyce lendo um livro com uma lupa e quase de cara no livro; além de existir outra dele ao lado de Nora com um curativo quase do tamanho de seu rosto chupado e nordestino). Ele chegou até mesmo a conversar com James Stephens, explicando o livro ao mesmo durante uma semana, com a missão de que, caso Joyce ficasse cego, Stephens deveria terminar o livro (James Stephens, Richard Ellmann e Marshall McLuhan, aliás, são, a meu ver, as únicas pessoas que realmente leram o Finnegans Wake). Joyce conseguiu terminar o livro; cansado, abatido, triste (Nora chamava, desesperadamente, pessoas em sua casa para fazerem Joyce falar ao menos algo). Disse, para o irmão, que "teria um redespertar". Mas Joyce não redespertou... (Borges dizia que ninguém nunca leu o Punnegans Wake (este nome é de Nabokov =p). Nem a Biblioteca de Babel é capaz de conceber um demônio desses!) Edited by Mavericco, May 27 2011, 04:42 PM.
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| Watson | May 30 2011, 01:54 AM Post #12 |
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Então pode ser dez páginas ? aguardo manifestação dos demais...
De fato no Kindler Literatur Lexicon consta a edição dos seguintes pedaços: NY 1928 (Anna Livia Plurabelle), Paris 1929 (Tales Told of Shem and Shaun), Paris 1930 (Haveth Childers Everywhere), Den Haag 1934 (The mime of Mick, Nick and The Maggies)
E o autor da Skeleton Key ?
Porque o Nabokov cunhou esse nome ? Qual o contexto ? |
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| Mavericco | May 30 2011, 02:02 PM Post #13 |
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Nel mezzo del cammin
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Se não me engano, creio que ele publicou em mais revistas... Vou dar uma checada hoje à tarde. Aproveito e escaneio agumas coisas que vão ajudar no Clube.
O método usado pelo Campbell e pelo Robinson acaba sendo contestado [da linearidade do Finnegans Wake, seguindo uma sequência de Vico]; inclusive o Donald Schüller critica esse método durante sua tradução e durante suas notas. Eu também tenho algumas ressalvas com o Skeleton Key... É estranho dizer o que sinto em relação a isto; mas, em outras palavras, é como se eu achasse que o livro Skeleton Key entendeu o Finnegans Wake; mas seu autor não. É realmente estranho. Como os deuses gregos que se apossam do corpo de outros...
Punnegans Wake de Pun(trocadilho)+Finnegans Wake; pois o texto é todo feito de Puns [tanto do ponto de vista linguístico, que vai do título Finnegans Wake [Finn+Again]; até o próprio enredo do livro que, como vamos ver, é uma orgia das belas {existem também Puns em citações de outros autores, como uma versão caótica do The Waste Land do Eliot, se não me engano...}]. É a alma do Finnegans Wake, os trocadilhos com a linguagem. Nabokov critica esse "regionalismo" da obra, esse dialeto de trocadilhos que apenas Joyce entenderia (o exílio do artista, como diria Carpeaux). O dialeto de um gênio; o dialeto de Pluto na Divina Comédia (Inferno, VII) (novamente, Carpeaux); a tuba de Nemrod (Inferno, XXXI) (desta vez, pitaco meu mesmo); mas incompreensível. Seria a piada de Joyce para Joyce; seu monólogo para ele próprio. É o que vamos contestar, entender ou tentar com nosso Clube! Edited by Mavericco, May 30 2011, 10:21 PM.
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| Mavericco | May 30 2011, 10:21 PM Post #14 |
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Meu scanner quebrou :3 Vou ver se amanhã coloco a tabela de Composição-Publicação, compilado por A. Walton Litz e publicado pelo Ellmann na página 974 de sua biografia, que relata os dez anos de escrevinhamento (1923-1932) do Finnegans Wake.
Edited by Mavericco, May 30 2011, 10:22 PM.
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| Deckard | May 31 2011, 02:18 PM Post #15 |
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Olá, pessoal! Também decidi encarar essa insana empreitada, a convite do caro Watson. Mas admito que estava mais confiante antes de folhear as primeiras páginas do livro-alvo. Minha impressão em relação ao Joyce (a primeira de todas, pois nunca li nenhum outro trabalho dele) é de que ele escreve em uma língua própria, algo como poderia se derivar do inglês se uma sociedade de clones de Joyce vivesse em isolamento durante algumas gerações... Mas vamos em frente! E concordo com a meta de 10 páginas por semana. Edited by Deckard, May 31 2011, 02:19 PM.
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| Poirot | May 31 2011, 10:22 PM Post #16 |
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Acabo de receber meu Finnegans Wake aqui em casa. Notei que apenas o primeiro volume tem capa dura, sendo que os demais são brochura. É isso mesmo? Dei uma olhada em alguns parágrafos ao acaso e a coisa decididamente não parece nada bonita. Medo..... |
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| Poirot | May 31 2011, 11:12 PM Post #17 |
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Tudo certo por mim. Mantendo uma semana para introdução e uma média de dez páginas para as semanas seguintes, elaborei o seguinte cronograma, com a numeração de páginas e de notas de leitura de acordo com a edição da Ateliê. A numeração mostrada para o texto do Finnegans Wake é a da página e da linha numerada no texto em inglês, pois essa é a forma como está referenciado nas Notas de Leitura. Como o número de notas de leitura para o começo do livro é muito maior do que para o meio e o final, entendi que ali o texto é mais rico de complexidade e referências, e dei uma "aliviada", reduzindo a quantidade de páginas para essa semana para apenas quatro. Caso aprovado o cronograma, só resta ao nosso Coordenador das atividades (Watson) definir uma data de partida. Finnegans Wake - Vol. I: 1ª semana: Introdução - pg. 15/25 2ª semana: Finnegans Wake 3.1 a 6.28, e Notas de Leitura 1 a 8 (pg. 89/109) 3ª semana: Finnegans Wake 6.29 a 19.19, e Notas de Leitura 9 a 19 (pg. 109/124) 4ª semana: Finnegans Wake 19.20 a 29.36 e Notas de Leitura 20 a 30 (pg. 124/132) Edited by Poirot, May 31 2011, 11:17 PM.
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| Mavericco | Jun 1 2011, 01:54 PM Post #18 |
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É a primeira versão do volume I. Capa cinza, certo? Ele tem alguns materiais a menos que a edição normal; mas é pouca coisa. Se não me engano, esta edição não tem a introdução do Schüller... A qual também não é lá muita coisa. Aprovo seu cronograma de leitura. Vou dar uma variada e comprar o "Panorama do Finnegans Wake" do Augusto e do Haroldo de Campos ao invés do primeiro volume da Ateliê (que possui o primeiro capítulo do livro e alguns outros); assim temos mais materiais e referências em cima da mesa. |
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| Watson | Jun 1 2011, 02:32 PM Post #19 |
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Bem vindo Deckard! Só espero que vc não aplique o Voigt-Kampf test na interpretação "b" do meu nick pois ele só joga Jeopardy, rsss. Acho que ainda faltam uns três para registrar, os quais provavelmente estão esperando o livro chegar pois a data sugerida para início é o dia 10/06. Tendo em vista que todos já registrados já folhearam o livro e haja vista a dificuldade do texto, pergunto se vamos manter 10 páginas ou reduzir um pouco mais (uma pena que as notas já antecipam grande parte dos possíveis comentários que seriam feitos...). Enquanto esperamos a data de início, podemos começar a trabalhar com o título que pelo que vi já dá margem a diversas interpretações consoante o Kindlers: Die Mehrdeutigkeit (ambiguidade ou diferença de interpretação) beginnt schon beim Titel: Finnegans Wake kann jeweils, mit leichter Verschiebug der Ausprache oder der Schreibung, gelesen werden als Finn agains´s wake (Finn ist wieder wach), Finnegan´s Wake (Finnegans Totenwache, oder aber Finnegas Kielwasser), Finnegan´s Week (Finnegans Woche), Finnegan´s Work (Finnegas Arbeit) (p. 2939 do v. 2, Co-Fk)
Pelo que me lembro a nomeação foi conjunta (do Zeca se não me engano), então vc também é co-coordenador, rss.
Vc foi premiado, os meus são todos brochura.
É isso mesmo, ele criou uma língua própria, rss... Li em algum lugar que ele usou elementos de mais de 50 línguas para escrever o livro... Talvez seja um meio dele utilizar o particular (inglês) para tentar narrar o Universal (todas as línguas do mundo), pois seu personagem principal HCE é ao mesmo tempo um (acho que Humprey) e todos (Here Comes Everybody - isso lembra Whitman)
A revista é a Transition u. Transatlantic Review, não ?
Vou ter que dar uma olhada nessa Skeleton Key, mas pelo jeito acho que a obra não tem interpretação definitiva, apenas interpretações possíveis... Mesmo porque, a partir do momento que uma obra é publicada ela se despreende do seu autor, que perde o domínio das suas interpretações (um exemplo disso seria o De Quincey que tentou alterar a segunda edição do Confessions, mas o público definiu a primeira edição como o authoritative text)... A situação seria similar ao que ocorre entre a mens legis e a mens legislatoris no campo jurídico...
Valeu pelo Ellman! Com tantas línguas mescladas, esse tipo de ajuda é fundamental. |
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| Watson | Jun 1 2011, 02:42 PM Post #20 |
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Continuando, sobre o título, segue a canção do pedreiro que foi utilizada na composição do título (fonte Wikipedia em alemão): The Ballad of Tim Finnegan or Finnegan's Wake Tim Finnegan liv'd in Walkin Street A gentleman Irish mighty odd. He had a tongue both rich and sweet, An' to rise in the world he carried a hod. Now Tim had a sort of a tipplin' way, With the love of the liquor he was born, An' to help him on with his work each day, He'd a drop of the craythur ev'ry morn. (Chorus:) Whackfolthedah, dance to your partner, Welt the flure yer trotters shake, Wasn't it the truth I told you, Lots of fun at Finnegan's Wake. One morning Tim was rather full, His head felt heavy which made him shake, He fell from the ladder and broke his skull, So they carried him home his corpse to wake. They rolled him up in a nice clean sheet, And laid him out upon the bed, With a gallon of whiskey at his feet, And a barrel of porter at his head. (Chorus:) Whackfolthedah... His friends assembled at the wake, And Mrs. Finnegan called for lunch, First they brought in tay and cake, Then pipes, tobacco, and whiskey punch. Miss Biddy O'Brien began to cry, "Such a neat clean corpse, did you ever see, Arrah, Tim mavourneen, why did you die?" "Ah, hould your gab," said Paddy McGee. (Chorus:) Whackfolthedah... Then Maggy O'Connor took up the job, "Biddy," says she, "you're wrong, I'm sure," But Biddy gave her a belt in the gob, And left her sprawling on the floor; Oh, then the war was all the rage, Twas woman to woman and man to man, Shillelagh law did all engage, And a row and a ruction soon began. (Chorus:) Whackfolthedah... Then Micky Maloney raised his head, When a noggin of whiskey flew at him, It missed and falling on the bed, The liquor scattered over Tim; Bedad he revives, see how he rises, And Timothy rising from the bed, Says, "Whirl your liquor round like blazes, Thanam o'n dhoul, do ye think I'm dead?" [Irish, "Soul to the devil . . ."] (Chorus:) Whackfolthedah... Aliás, lá consta que a única lei do livro é a transformação: "Das einzige Gesetz in Finnegans Wake ist die Metamorphose, das unendliche Fließen unserer ungewissen Welt". Aliás, essa frase é a cara do riverrun do começo do livro... |
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