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Nove Espadas - O Lâmina de Guerra.
Topic Started: Jul 23 2011, 04:21 PM (608 Views)
Renan Bigoto
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O mestre.
Ao norte de Tamura.
Era pequeno lugarejo, um amontoado de casas na verdade, cercadas por uma barreira feita da madeira dos pinheiros, árvores que se destacavam graças à grande quantidade naquela região. Casas simples também de madeira e barro, três no máximo quatro cômodos, dispostas em fileiras impares; todos os habitantes vivam do campo ou da caça, viviam para o senhor do feudo.
Apenas duas construções se destacavam naquele lugar, a casa do senhor feudal construída com tijolos vindos de outra região e a melhor madeira, acima de todas as outras, como uma fortaleza, mostrando a diferença entre o nobre e os plebeus, a segunda construção era dojo, feito todo de madeira se encontrava no fim do lugarejo, cercado com muro e grandes portões na entrada. Os crimes na região eram poucos e medíocres, menores ainda os ataques de bestas ou monstros, mas o senhor feudal considerava que ter os melhores guerreiros lhe traria um ótimo status no palácio real e faria seus inimigos pensarem varias vezes antes de um ataque. Para isso ele contratou um dos melhores espadachins daquele continente, conhecido como Senhor das Lâminas, seu nome Oolorg, com uma aparência intimidadora era um homem alto e forte, cabelos curtos e castanhos tão escuros que beiravam o preto, sua face trazia memórias, uma cicatriz no olho esquerdo, quase oculta por uma tapa olho, vestia-se com kimono negro um tanto quanto gasto pelo tempo, na maioria das vezes era um homem sério.
Não se sabe direito quando tudo começou, pois o tempo desapareceu, não existiam mais primaveras ou invernos, era tudo vermelho. Diz uma lenda local, que quando a morte paira sobre nós, o tempo se torna lento e então nulo.
Veio com uma gota de chuva inicio-se com as nuvens rubras depois a onda de desespero e dor.
- Chame Oolorg, diga que o senhor feudal exige seus talentos, para proteção. – gritava um pomposo e gordo homem, vestido com um kimono vermelho, desenhado com garças brancas.
O mensageiro corria pelas ruas até o dojo, em sua volta apenas o silêncio, os céus eram vermelhos.
- Abram as portas, mensagem do Senhor Feudal. – gritava já quase sem ar o mensageiro.
Alguns minutos e as portas se abriram lá dentro toda a população, escondidos no salão de treinamento, crianças, velhos, mulheres, os homens e os jovens armados e vestidos como guerreiros em volta do local, na porta que dava para o salão de principal, três pessoas em posição de meditação, a esquerda um rapaz vestido com uma armadura vermelha e negra, um samurai, a direita uma jovem moça, vestida com um manto azul claro em suas mãos um livro e ao centro dos dois Oolorg com uma armadura de metal único sobre o kimono negro e uma grande espada ao seu lado.
- O senhor feudal convoca seus serviços, para sua proteção na fortaleza. – dizia o mensageiro com receio de suas próprias palavras.
-Diga ao seu senhor, que fui contratado, para treinar e não escoltá-lo, se ele deseja proteção que se junte como todos aqui. – disse Oolorg, com firmeza e calma.
- Mas senhor... – reinicio o mensageiro.
-Mas nada. – vociferou o samurai.

Antes que pudessem perceber, começava a chuva ácida, corrosiva, mas o que viria depois dela era ainda pior, as portas foram derrubadas em segundos as criaturas invadiam o local, a visão dos monstros, deixava alguns guerreiros em pânico e outros surtavam antes mesmos de empunharem as espadas.
Oolorg disparou com um salto a frente dos guerreiros, em segundos, uma perna à direita, outra a esquerda, ombros relaxados e sua espada empunhada a frente, formava uma postura, todos os que o viam, sentiam o sangue ferver o medo ir embora, a batalha se início.
A cada golpe do mestre uma criatura abatida, a jovem recitava palavras e rochas de gelo caiam dos céus matando as bestas.
- Mestre nós estamos em menor número, muitos já morreram, não vamos conseguir fugir, Katan já fez o ritual, os habitantes não estão mais aqui, foram levados para outro lugar. – gritava o Samurai enquanto golpeava as criaturas que o cercavam.
-Os dois saiam daqui agora, cuidarei desses monstros para que possam fugir. - ordenou Oolorg.
-Sinto muito mestre, mas não poderei seguir sua ordem. – disse Katan em lágrimas.
-Decidimos desde o início, que a vida do senhor é mais importante. – disse o Samurai, limpando sua katana.
-Malditos, não ousem. – vociferou Oolorg.
-Continue ensinado mestre- lúthin númesse tasardur. – já em prantos pronunciava Katan.
- Mais uma palavra e serei seu obrigado a lhe atacar, Katan pare, não sabe o que esta fazendo. – disse Oolorg, correndo em direção a jovem.
-Meluiasúl - salvando o senhor.
Faltavam alguns passos para chegar a Katan, mas Oolorg já sentia seus olhos pesados, uma grande dor no estômago, sua última visão fora o Samurai e a Maga batalhando contra aquela tormenta de monstros.


O aprendiz.


-Venha cá garoto, só vamos conversar um pouquinho, não é mesmo Gerd? –ria e gritava um homem de armadura pesada e espada empunhada.
-Não Browls, vamos surrar ele! – ria o outro homem, com as mesmas vestes de seu companheiro.
-Cale a boca Gerd, seu idiota, pare de correr criança maldita – resmungava Browls.
A frente dos guerreiros corria um menino, uma das mãos sangrava vestido com roupas velhas e sujas, olhos castanhos, cabeça rapada, franzino e aparentava não comer a dias. Corria em desespero, como uma preza que sabe que logo será capturada por seu caçador, estavam em uma floresta, pouco densa, o que tornava a fuga ainda mais problemática para a criança. Olhava para frente via o caminho e logo se voltava medindo a distância de seus perseguidores, seu coração dispara ainda mais, a floresta se acabou a alguns metros e havia apenas relva, sabia que ali era um alvo ainda fácil, mais uma medição dos inimigos.
-Ei, ei , ei ,eiiiii!
O menino escutara algo, mas o desespero fazia com que ele apenas corresse um tropeção, não havia visto que tinha algo no chão, uma pancada e tanto, rolou alguns metros, desnorteado, sentia que a morte era a única opção.
Levantou-se, viu um homem, com as mãos no joelho, rolava de um lado para o outro na grama.
-Ei moleque, não me escutou, quase arranca minha perna fora, esta disputando corrida com um cavalo? – dizia o misterioso homem enquanto se levantava, ainda com as mãos no joelho.
-Velho miserável quase quebra meu pescoço, quem fica deitado na relva, tanto faz não tenho tempo, estou disputando corrida é com a vida. - disse o menino tirando grama da boca e preparando para voltar ao papel de preza.
-Ora seu fedelho...-
Antes mesmo de o homem terminar suas reclamações o menino já dava inicio a corrida, alguns metros foi o que conseguiu correr, sentiu um puxão na camisa e estava no chão.
-Você só parte daqui assim que disser que sente muito ter tentado arrancar minha perna. – o homem estava de pé nas costas do garoto, vestia uma roupa preta e tinha uma espada embainhada em sua cintura.
Os dois guerreiros saiam da floresta, ofegantes pela perseguição, se depararam com um homem segurando o menino que perseguiam.
-Senhor, muito obrigado por capturar esse ladrãozinho, agora deixe que a guarda de Yuden cuide disso. – disse Blowls, enquanto tomava fôlego.
-Então garoto, ainda estou esperando as desculpas.
-Seu velho doido, eles vão me matar, desculpa , desculpa, agora me larga.
-Bem melhor que antes, que estranho temos companhia. – virou o homem.
-Ei, você é surdo ou o que, não escutou o que falei. – Gritou o guerreiro.
-Desculpe, mas quem são vocês dois?
-Maldito não escutou uma palavra do que eu disse – você me parece estrangeiro, venha com nós, prisioneiro por não ser de Yuden e ajudar um criminoso. – disse Blowls.
-Bem, agradeço o convite, mas acho que vou embora e ficarei com o menino também. – sorrio o homem.
- Nós vamos morrer, nós vamos morrer – dizia o menino.
Os guerreiros saíram em disparada para cima do homem, um empurrão e jogo o menino para o lado, as espadas encontrarão o ar, o homem fez movimentos como um pássaro um pequeno salto e já estava atrás dos guerreiros de Yuden.
- O pássaro que é a guerra e não a morte, Corvo Branco.
Sacou sua espada era de madeira reluzente, um movimento longo e golpeou seus inimigos nas pernas, caíram de joelhos.
-A cauda do dragão, como a rocha que cai da montanha, Dragão de Pedra.
Um salto um rodopio caiu em frente aos guerreiros.
- O salto é golpe e golpe é o salto, Garra de Tigre.
Mais uma pancada nos dois guerreiros, acertando suas cabeças e os desacordando.
-O coração que nada sente pune os inimigos, Coração de Ferro.
-Como eu disse, nós vamos viver, vamos viver. – sorria o menino.
-Bem garoto, que tal sairmos daqui, antes deles acordarem. – disse o guerreiro.
Correram para fora do descampado adentrando a floresta, algumas horas de viagem, com o sol já se pondo , pararam em uma clareira.
-O que acha de apresentações, qual seu nome?- disse o homem sentando já no chão e arrumando uma fogueira.
-Zwaard, senhor.
-Me chame de Iron Oolorg, não tem sobre nome menino?
- Não, e nem pais, aprendi a me virar sozinho, sabe senhor Yuden não é um bom lugar pra quem se vira sozinho.
Conversaram durante horas, comeram algo caçado por Oolorg, Zwaard contou sua história, não sabia quem eram seus pais e viva nas ruas desde que sua memória se recordava. Yuden perdia muitos pais em suas batalhas e acreditava que os seus já estavam no Reino dos Deuses.
Os dois saíram de Yuden dias depois Iron se apegou ao garoto, tornaram se amigos, tornaram se pai e filho e por fim mestre e discípulo.
Anos de treinamento de exercícios, de estudos sobre as artes das espadas. Batalhas contra criaturas diversas.
Em algum lugar de Deheon pararam o mestre já estava velho para continuar a vida de aventureiro o menino se tornou homem. Com o dinheiro que sobrou Oolorg construiu, um local para treinamento, assim poderia continuar fazendo o que amava lutar e ensinar.
-Meu filho, você é um Lâmina de Guerra, gosta de batalhas e medir sua força ao extremo de agora em diante está sozinho, não posso mais lhe acompanhar, você deve fazer o seu destino. Você é meu filho e levara meu sobrenome Zwaard Oolorg.



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