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Odyssey of Saints
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Athribis, Hut Ta-Hery-ib
Topic Started: Sep 30 2010, 09:40 AM (160 Views)
Amenhotep de Benu
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Athribis, Egito

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_Athribis, cidade denominada em egípcio Hut Ta-Hery-ib e localizada na região Delta do Nilo, ou seja, é a região onde o rio Nilo se divide em vários braços para desaguar no mar Mediterrâneo, no norte do Egito. É uma planície com um forma triangular (de onde provém o termo "delta"), com 160 km de comprimento e 250 km de largura.
_No Delta, o Nilo bifurca-se em dois canais principais: a oeste, o canal de Roseta, e, a leste, o de Damieta. A cidade é de muita importância, pois é a capital do nomo x do baixo Egito e abriga diversos templos, além de ser marcada por grandes construções que se erguem em seu solo.
_Se sabe que Athribis é associada pelos egípcios com o culto do boi negro, que para eles representa a fertilidade e está encarnada em diversos deuses: Apis, Osíris, Ptah e Ra que eram representados por este animal. Dentre outras características, esta região também é a que mais sofreu a influência do período helênico.


Edited by Amenhotep de Benu, Sep 30 2010, 09:40 AM.
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Amenhotep de Benu
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- O ressurgimento da estrela, um mergulho na memória:


_Athribis, cidade natal de Amenhotep, as areias do deserto encobrem a visão de quem tenta enxergar longe, o calor escaldante se faz presente, aquecendo tudo como uma estufa. Neste momento, memórias em forma de flashback vem a mente do espectro, que se lembra o dificultoso caminho que percorreu até ali: As cinzas se misturaram ao vento e o brilho de uma estrela tomau forma, ressurgiu o pássaro sagrado do inferno, a ave negra em chamas, o Benu. Alguns anos após sua morte, Amenhotep após passar por treinamentos diversos, finalmente decidiu deixar sua morada e enfrentar o mundo onde antes como humano, fora assassinado sem piedade pelo próprio irmão.
_Um brilho negro e ofuscante, a escuridão parece sugar toda a luz do ambiente, assim são as súrplices, as vestimentas do submundo, não diferente dos outros espectros, Benu também possui a sua e a veste juntamente de sua arma antes de deixar o inferno. Saindo da forja do abismo demoníaco, buscando o buraco que da acesso ao mundo dos vivos, Amenhotep resolve caminhar e buscar maior conhecimento sobre o inferno, anda por em varias direções, segue trilhas de difícil acesso, sobe e desce terríveis montanhas rochosas, desde as mais altas e imponentes, até as mais baixas e humildes, passa por rios de grande correnteza, locais infestados de magma e calor, outros mergulhados num frio intenso e congelante, tudo isso é rasgado pela fúria do espectro, que conta com seu intenso cosmo e determinação, observando tudo calmamente, memorizando cada ponto do inferno a fim de obter vantagem com seu conhecimento sobre algum inimigo que por ventura venha a enfrentar dentro do inferno, logo localiza um brilho diferente, a saída, algo desconhecido de Benu, porque este nunca deixou o inferno desde que chegou.
_Local anteriormente inimigo, a saída do submundo se dá justamente em Esparta, uma das principais cidades inimigas do povo persa, que era governado pelo pai Xerxes, a lembrança da família remete ao irmão primogênito e futuro sucessor de seu pai, o mesmo que em uma oportunidade destruiu os planos de Amenhotep em vida, com isso a sede de vingança começa a tomar a mente do demônio, que agora como Benu, não teme mais os guardas protetores de Antaxerxes. Amenhotep olha para os céus e diz “chegou a tua hora!”, as asas se abrem e revelam um enorme comprimento, além de uma beleza que ao mesmo tempo é exuberante e temerosa, com um pequeno impulso, Benu é lançado aos céus, chamando a atenção de quem consegue vê-lo, atravessando o celeste azul atmosférico como um raio negro de fogo.


- Vingança no Egito, um desejo que vem do passado:


_Pedras, areia, os elementos se misturavam e muitos templos se levantavam, dentre as muitas casas situadas no banco ocidental do Nilo, uma delas era mais que especial para Amenhotep, a morada de sua morte, alias, nem poderia se chamar de casa aquilo, era um palácio, um verdadeiro quadro feito com formas reais, a magia humana de transformar as mãos em pincéis conseguiram moldar as mais belas formas e decorar de forma ainda mais esplendorosa, Benu tinha grande conhecimento do ambiente, pois ali morava o irmão e já havia entrado na casa uma vez antes. Logo a porta, uma pequena escada dava acesso a um salão acompanhado por um belo tapete persa que cobria todo o seu chão, armas expostas mostrando que ali vivia alguém importante e com grande acesso a todos os tipos delas e de fato ali morava o primogênito, a pessoa que se armou contra o próprio irmão e previu o ataque que havia sido planejado.
_Tendo o filho do faraó como morador e este ainda sendo seu futuro sucessor, não podia ser diferente, o palácio era fortemente armado por guardas persas, todos humanos com escudos e lanças de bronze, além de adereços como capacete e peitoral, esses eram treinados com muito empenho nas artes das guerras e se faziam muito eficazes na luta corpo a corpo, eram aproximadamente 20 no exterior da casa, vigiando as portas e janelas e mesmo assim haviam mais 10 no interior do palácio para garantir a proteção do primogênito.
_Um novo flashback se instaura na mente de Benu, o passado vem a tona e o desejo pela vingança o deixa babando como um louco a fim de pisotear o corpo do irmão Antaxerxes, assim o espectro se posiciona e decide por invadir o local, os guardas logo notariam sua presença, mas seu rosto deveria ser preservado. Amenhotep morreu ali a 2 anos, apenas os guardas internos o conhecem, pois foram estes os responsáveis pelo assassinato, os guardas externos não deveriam lembrar de seu rosto, pois como era da família, sempre tinha acesso liberado e quando aparecia apenas era identificado e entrava, com isso o primeiro passo estava para ser dado, os guardas estavam em seus postos, e a estrela da violência caminhava em direção ao palácio “a estrela da violência, meu corpo é tomado por fúria e ódio, parece que vou explodir, este desejo é incontrolável! Somente a morte poderá saciá-lo”.
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Mastigio de Erinia
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A Invasão
Seus passos cintilantes ressonavam ao contato da súplice com as pedras de trabalhadas que formavam o caminho único ao palácio. Ao longe, os vinte soldados que guardam a entrada da morada do príncipe sentem-se intimidados com a desconhecida visita, muitos deles preparam suas armas para uma possível defesa da posição. A tensão toma conta das mentes daqueles homens que nunca haviam visto algo como a púrpura súplice que Benu trajava, porém um deles, o líder daquela guarnição de vinte homens, toma a frente e adverte o estranho visitante...
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- Pare ser desconhecido, eis que este é o palácio do príncipe, dê a volta e vá embora, ou morra por nossas lâminas.
A mão esquerda do guarda beirava a espada em sua cintura, sua postura era agressiva tal como sua face, e logo Benu se encontrava a sua frente.

Edited by Mastigio de Erinia, Oct 18 2010, 01:24 AM.
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