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| Sakura; YohXAnnaXHanaXHao | |
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| Tweet Topic Started: Feb 12 2008, 08:13 PM (226 Views) | |
| Smart Angel | Feb 12 2008, 08:13 PM Post #1 |
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Aqui está o link dos 3 capitulos e depois passarei a postar aqui: http://www.fanfiction.net/s/3866375/1/Sakura |
![]() "Siga o caminho que vai trilhar usando o seu coração."- Nekomata no Matamune | |
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| Smart Angel | Apr 12 2008, 04:51 PM Post #2 |
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Sakura ~Capitulo 04: Hana ~ Tokio, Japão. Uma cidade grande e movimentada. Pessoas em Tokio estão sempre com muita pressa. Sem perder tempo, elas andam tão rápido que já nem percebem a respiração visivel por causa do inverno saindo de suas bocas. Não percebiam o homem tentando chamar a atenção deles para dentro de seu novo mercado. Não percebiam o gatinho abandonado no lixo ou a folha caindo devido a estação do ano. Todos estavam com pressa, ignorando tudo ao seu redor. Todos menos uma pessoa. O garoto de seis anos andava calmamente pelas ruas da cidade. Ele não via motivo para ter pressa, mesmo sabendo que ainda teria que andar 30 minutos até chegar em sua casa. Alem disso, ele já estava atrasado; Então por que correr? Ele já sabia que ia chegar atrasado, alguns minutos a mais não faria diferença. O pior que lhe poderia acontecer seria uma bronca e um tapa de sua querida, amavel, doce e gentil mãe. Hana fez uma careta com o pensamento. Ele sabia que apelar para o lado sensivel e emocional de sua mãe não iria ajudar. Talvez o motivo de não funcionar seja que sua mãe não tem um lado sensilvel... Muito menos emoções. Certo, emoções ela tinha. Hana sabia, infelizmente, que sua mãe era o tipo de mulher que se irritava facilmente por qualquer motivo. Ele aprendeu pelo jeito difícil: Experiencia. Não adiantava chamá-la de doce, amavel, querida ou “a melhor mãe do mundo”. Ela não tinha dó do garoto. Nada daquilo a afetava. A tendencia era deixá-la ainda mais irritada. Irritação era uma emoção, né? Se não fosse por isso, Hana acharia que sua mãe não era nada além de um corpo sem alma. Mas infelizmente, para Hana, sua mãe tinha emoções. Era verdade, sua mãe lhe dava muito medo. Soltou um grande suspiro e viu sua própria respiração saindo de sua boca. O pequeno xamã adorava quando estava frio o bastante para fazer isso. Hana respirava bem fundo, e segurava o ar por um tempo para deixá-lo quente. Depois ele soltava tudo de uma vez, e assistia a fumaça ir para frente rápido e logo em seguida subir lentamente para o céu, até ficar da mesma temperatura que o ar do lado de fora e desaparecer na frente do garoto. -Mas a mamãe é tão malvada... – disse para si mesmo, depois de assistir o ar subir. Sempre achou que sua mãe era cruel. Ele ainda se lembrava quando, a alguns meses atras, procurou no armario de sua mãe algum uniforme. Qualquer um serveria, ele só queria prova de que sua mãe, nas horas vagas, trabalhava em algum lugar torturando pessoas. Podia ser qualquer tipo de uniforme, desde um uniforme preto com um capuz até um uniforme de enfermeira, aquelas que sempre davam as injeções nas crianças. Não que Hana tivesse medo de injeções. Comparado com o treinamento de sua mãe, as injeções eram só algo que o fazia perder tempo. Mas ele sabia que varia crianças odiavam injeções. Sempre que ia ao médico, tinha uma delas chorando porque não queria tomar nenhuma vacina. Um bando de bebês chorões na opinião de Hana. Eles não aguentariam um dia vivendo com a mãe dele. Mas sempre que eles iam no hospital, ela parecia sorrir. Era como, de uma maneira estranha e sinistra, ela gostasse do som do choro de crianças. -Isso explicaria muito. – murmurou – Eu não acredito que não achei nada. Fez outra careta ao se lembrar novamente daquele dia. Sua mãe o tinha pego, e depois da explicação do garoto ela triplicou o treino. O pior foi que ela nem pareceu ofendida com o que ele tinha dito. O treino durou da manhã do dia seguinte, um domingo, até depois do jantar. Hana detestava treino. Ele gostava de ser um xamã, mas não gostava de treinar. Na verdade, ele não sabia o porquê precisava treinar. Ele não precisava ganhar o Shaman Fight, já que este terminou antes mesmo de nascer, e o próximo só seria daqui a mais 500 anos. Ele não precisava derrotar o seu gemêo do mau que nem o garoto do seu livro preferido, o qual tinha que ler escondido, já que era filho único. Hana também não corria nenhum risco de vida. Então por que treinar tanto? Hana gostaria de poder passar a tarde brincando ao invés de treinar. Hana também gostaria de ter uma mais doce. Uma que aceitaria seus desenho com um sorriso e agradeceria, ao invés de pegá-lo, guardar numa gaveta velha e dizer para não faze-la perder o tempo dela. Uma mãe que iria deixá-lo brincar a tarde e que o abraçasse e o buscasse na escola. Uma mãe que se importasse mais com ele. Hana queria uma mãe. Ele queria uma mãe igual a mãe do livro dele. A que se casou com o garoto e teve um filho, e o abraçava e era gentil com o filho dela. Hana queria aquela mulher como mãe. -Pensando bem... – Hana virou-se para o relógio de uma loja e abriu um sorriso. Se ele demorasse mais um pouco, quando chegasse nop balneario sua mãe seria forçada a pular treinamento porque estaria muito frio e muito tarde. Com seu plano em mente, Hana começou a andar mais devagar. Estava ciente de que iria levar uma bronca quando chegasse em casa, mas já estava acostumado. Não era a primeira vez que tinha chegado em casa de próposito para não ter treino. E agora que os guerreiros estavam no balneario sua mãe não podia perder muito tempo dando bronca nele. -Garoto! Isso, você com a tinta no cabelo e na roupa! – Hana virou-se sem paciência para o homem que o tinha chamado. Talvez fosse errado para ele ficar irritado por algo tão pequeno como só comentar a tinta que tinha sido derrubada nele no final da aula, mas foi o suficiente para deixar o garoto irritado. Fora que tinha sido muito rude. -O que você quer? – perguntou, tentando ser o menos grosso possivel. -Você quer vir para o meu mercadinho? Hana já ia se virar e continuar andando quando se lembrou de uma coisa: Não tinha almoçado. Tinha ficado de castigo durante o recreio, por isso o dinheiro ainda estava com ele. Provavelmente quando sua mãe fosse checar sua mochila ela iria ver o dinheiro e iria saber que ele ficou de castigo. Hana não gostava de mentir, mas não dizer nada sobre algo que não foi perguntado não é mentira. E seria errado de sua mãe assumir que ele tinha ficado de castigo se não tivesse provas. Ele também estava com fome. Hana precisava se livrar do dinheiro, assim não teria prova de que ele não comeu, sua mãe não iria perguntar se ele ficou de castigo na escola e ele não teria que dizer que ficou de castigo e não iria apanhar. Fora que comprar algo para comer iria atrasa-lo ainda mais para o treinamento. -Claro. – Hana respondeu, abrindo um sorriso. O homem logo o guiou para dentro da loja. Aquele era um mercado muito comum. Parecia mais uma padaria do que um mercado. As estantes eram cheias de biscoitos, doces, pães e nos fundos uma geladeira onde tinha diferentes coisas para beber e alguns sorvetes. Não demorou muito para Hana achar algo que o interessava. Um pouco mais para o meio do mercado tinha uma estante, e no topo, bem no alto, tinha algo que o pequeno garoto adorava: Meropan. Hana adorava aquele pão doce, e para sua sorte, sempre era barato de comprar. Correu para o lugar onde se econtrava os pães, mas fez uma careta quando notou que não alcansava a sacola. Quem passasse pelo mercado veria um pequeno garoto loiro com tinta rosa no cabelo e na roupa pulando, tentando pegar a ponta da sacola plástica. -Aqui... – disse uma voz masculina. Logo depois, alguém pegou a sacola cheia de pães doces para Hana e o entregou. -Ah... Arigato... – respondeu baixinho. Logo depois olhou para cima para ver o rosto do homem. Ele era alto, tinha cabelos cumpridos e castanhos. Suas roupas eram muito estranhas, Hana notou. Ele tinha brincos com estrelas, e tinha um sorriso gentil, mas ao mesmo tempo triste. Seus olhos eram tristes, mas ao mesmo tempo eram bondosos e também parecia que tinha um pouco de maldade. Maldade que na verdade era solidão e dor. Hana também notou que o homem tinha muitos segredos. Segredos, Planos, Sonhos e um desejo por vingança e por companhia. Uma companhia que fosse parecida com uma que ele teve muito tempo atrás. Piscou os olhos rapidamente. Odiava quando coisas assim aconteciam. -Sem problemas. – disse o homem, ainda sorrindo para o jovem – Precisa de mais alguma coisa? -Ah... Sim... – Hana disse, e depois apontou para as geladeiras – Eu preciso comprar algo ali. -Certo. – o homem seguiu em frente deixando Hana para trás. O garoto estava surpreso que o homem iria ajudá-lo, mas não questionou. Correu para se juntar ao homem. -Do que você precisa? – perguntou, olhando para o garoto. -Eu preciso de qualquer coisa para beber que não seja tão cara. – disse, com as mãos encostadas no vidro gelado da porta da geladeira, olhando cada produto com atenção. -Eles tem um pequeno cartuxo de leite. – respondeu o homem. Hana fechou os olhos com nojo, afastou um pouco sua cabeça do vidro, a virou levemente de lado e para baixo, enquanto subia o ombro e mostrou a lingua. O homem não pode deixar de rir da careta que o garoto fez. -Eu não gosto muito de leite puro... Só se tiver muito açucar... -Você gosta de coisas doces pelo visto. – comentou sorrindo. -Sim! Mas minha mãe não gosta que eu coma muito açucar. – disse – Mas é a única coisa que eu posso pagar. -Tudo bem. Se afaste. – Hana fez isso e o homem pegou o pequeno cartuxo de leite e entregou ao garoto, que correu ao caixa para pagar por suas coisas. Hana não viu um sorriso maldoso aparecendo nos lábios do homem, que o seguiu até o caixa e para fora da loja. -Mas me diga, por que você está andando sozinho pelas ruas de Tokio? – perguntou o homem, seguindo o garoto, que agora estava carregando as comprar. -Voltando da escola. – respondeu.O homem abriu um sorriso com a resposta simples do garoto. Não podia deixar de sorri quando se tratava de uma criança com o um coração puro como o dele. -Por que seus pais não... – mas sua fala foi interrompida por um miado. Hana também ouviu e parou no meio do caminho. Quando ouviram um segundo miado, ele conseguiu indentificar de onde o miado vinha. Hana correu até a lata de lixo de um beco escuro, tirou uma caixa que se encontrava no topo de tudo e a abriu, revelando um gatinho muito pequeno, provavelmente não passava de dois meses. -Por que será que tem um gatinho aqui... ? – Hana se prguntou, examinando o gatinho, que agora na luz, ficava olhando ao seu redor. -Alguém o abandonou, provavelmente. – respondou o homem, se aproximando de Hana e do gato. Hana não respondeu. Ao invés disso, ele tirou de sua bolsa plástica o cartuxo de leite e ragou a parte de cima, formando uma combuca cheia de leite. -Você vai dar o seu leite para o gato? – perguntou o homem surpreso. Era primeira vez que via alguém se dando o trabalho de ajudar um gato indefeso e que precisava de ajuda. Não... Ele Hana não foi o primeiro. O homem também já tinha feito aquilo. -Claro! Ele precisa mais do leite que eu. Eu só comprei para enganar minha mãe. – respondeu, empurrando o leite para o gato, e abrindo um sorriso quando o viu tomando o leite – Além disso, eu não posso simplesmente deixá-lo aqui quando sei que ele está em dor e posso fazer algo. -Mas só dar comida para ele não irá muito ajudá-lo. Em pouco tempo sozinho ele pode acabar morrendo. -Eu sei. – disse triste – Mas não posso levá-lo comigo. Mamãe me mataria. - abriu um sorriso sem graça – A gente vai abrir um balneario, por isso não podemos ter animais. Foi isso que ela disse. -E o que você vai fazer? -Tem um lugar aqui perto que eles cuidam de animais e dão casas para eles. Acho que posso levá-lo até lá. E como ele ainda é filhote vão adotá-lo rápido. O homem abriu um sorriso e se abaixou para observar o gatinho. Depois que o gato terminou, ele se aproximou de Hana e começou a pedir carinho. O garoto abriu um sorriso e o pegou no colo, logo se dirigindo para o tal lugar onde cuidariam do gatinho. O homem o seguia. A verdade era que estava interessado no que Hana faria. O garoto era mais interessante do que tinha imaginado. E também queria saber mais sobre a vida dele. Saber sobre sua família, sobre seu pai e sobre sua vida escolar. Faria todas as perguntas logo depois de deixar o gato com os veterinarios. -Você se importa se eu perguntar por que você tem tinta no cabelo? – perguntou curioso. -Uns garotos da escola jogaram no meu cabelo. – respondeu – Eles disseram que agora eu podia me dizer um Asakura. -Você é um Asakura? – por algum motivo, Hana achou que o homem não parecia tão surpreso como queria. -Hai. Meu nome é Asakura Hana. – disse, ignorando o tom do homem – Todos implicam comigo por ser um Asakura e por um ser xamã. -Ser xamã é difícil. Os humanos normais não conseguem entender. -Você também é xamã? – perguntou surpreso. -Sim. Mas continue Hana. -Bem... Eu sempre me meto em confusão. Os alunos não gostam de mim. Eu não tenho muitos amigos. Ou nenhum amigo. Quando eles tentam fazer alguma coisa, eu fico zangado e acabo entrando numa briga. Mas na hora que a professora aparece eles colocam a culpa em mim. E é bem mais facíl colocar a culpa no xamã, que não se parece com a mãe e não tem um pai. -Mas isso não é justo. – diz o homem. Ele sabia como o garoto se sentia. Muitas vezes também tinha sido excluido por ser diferente. Por isso ele odiava humanos normais. A verdade era que ouvindo isso ele pode se identificar com o pequeno Hana, e queria fazer algo para ajudá-lo. Hana parecia uma versão dele quando criança, só que com cabelos amarelos. -Não precisa me dizer isso. – disse bufando – Mas ela não me ouve. Então fazer o que? -Você disse que não tem pai e não se parece com sua família? – perguntou, ignorando o que o garoto tinha dito. -Sim... – respondeu, olhando para baixo e vendo o gatinho olhando para ele – Minha mãe tem cabelos rosas e não se parece nenhum um pouco comigo ou o resto da família. Mas ela foi casada nos Asakura. Mas o resto da minha família... Eu não pareço nenhum um pouco com eles. Minha família inteira tem cabelos escuros e eu não. -E o seu pai? Ele morreu? -Eu não tenho idéia. – respondeu, abrindo um sorriso sem graça e olhando para cima – Ninguém me diz nada sobre ele. Eu só sei o seu nome porque tive que implorar para minha avó. Eu também perguntei se ele tinha cabelos como os meus, e ela disse que não. Eu só sei que ele não mora no balneario. -E as crianças implicam com isso também imagino. – comentou. -É ali. – acenou com a cabeça e ambos foram na direção do veterinário. O homem abriu a porta e fez deu espaço para o garoto entrar. Depois o seguiu. O veterinário atendeu os dois e levou o gatinho para dentro, para poder examiná-lo. Depois de garantir que estava tudo bem com o gato, o homem e Hana foram embora. -Então, as crianças implicam com você por causa disso? – perguntou novamente. -Sim. – respondeu olhando para baixo. -Deve ser difícil. -E é. – respondeu. Hana então retirou seu Mero Pan da sacola e começou a comer. Mas seus olhos não estavam mais alegres e brincalhões como antes. – Eles... – retirou o Mero pan da boca – Eles vivem dizendo que sou adotado. Ou que não pertenço a minha família. Que minha mãe me achou no lixo ou que meus verdadeiros pais fugiram de casa e me deixaram com a minha mãe de agora. -Mas e as mães das crianças? Elas não fazem nada para impedir?– perguntou o homem curioso. -Impedir? – Hana sentiu vontade de rir. Ele deu uma outra mordida em seu Mero Pan – não. – disse com a boca cheia – Quando teve uma reunião entre os pais da escola, todos ficaram surpresos quando viram minha mãe. -O cabelo rosa? -Não. Era algo sobre ela ser muito nova. Ela chegou em casa e começou a falar com o tio Ryu como era um absurdo o que falaram sobre ela ser muito nova para ser minha mãe. Foi algo assim. – disse, dando outra mordida no Mero Pan – Eu não estava prestando muita atenção. Com ela fora eu pude comer doces antes da hora de dormir e assistir TV ao mesmo tempo. – sorriu feliz quando se lembrou de como tinha sido ótimo ficar sentando em frente da TV até tarde e comendo diferentes doces. – Mas ela ficava repetindo tantas vezes sobre o que aconteceu que dava para saber isso. -Por causa da idade? -Ela tem 19 anos. – respondeu – As mães ficavam conversando entre elas mesmas, sobre como ela me teve jovem. E depois quando descobriram sobre meu pai elas começaram a achar que talvez meu pai e minha mãe nunca se casaram e eu fui algum tipo de erro. – Hana olhou tristemente para o chão – E depois descobriram que eu sou xamã e isso foi a gota que fez o copo derramar. Elas então não queriam que os filhos se aproximassem de mim. E até hoje eu ainda as ouço cochichando sobre mim quando eu passo por elas. -E isso não irrita a sua mãe? -Irritar? Ela não liga muito para essas coisas. Mas ela fica chateada comigo quando eu faço algo que ela acha errado. – fez uma careta quando se lembra dos diferentes castigos – Ela é muito cruel. O homem riu. -É sério! – disse olhando para os homens – Ela é muito cruel! Muito malvada! Ela me da muito medo. -Sim, a sua mãe de verdade realmente pode ser assustadora. – disse para si mesmo. -Disse algo? – perguntou olhando para o homem. -Nada. – respondeu sorrindo – Por favor, continue. -As vezes quando ela está me dando bronca, ela sempre diz a mesma coisa – respirou fundo antes de fazer uma voz feminina – “Você não é um garoto normal, Hana. Você é um xamã! Você é muito preguiçoso, tem que ser mais sério! Que tipo de adulto você vai se tornar se continuar assim? O que o seu pai acharia se soubesse da maneira que você é? Eu tenho certeza que ele ficaria muito desapontado.” -Ela deve dizer a mesma coisa varias vezes para você já saber tudo. -Sim. -Você se preocupa com o que seu pai pensa? -hum... Quando eu era criança eu queria saber tudo sobre ele. – respondeu, mordendo o último pedaço de Mero Pan – Mas hoje em dia nem tanto. Eu quase nunca penso nele. Mas me deixa triste quando ela diz essas coisas. Eu me pergunto a mesma coisa... E... Pela maneira que ela fala parece que... -Eu tenho certeza que seu pai não é esse tipo de homem. – interrompeu. -Como pode ter certeza? – perguntou olhando para o homem. -Confie em mim. – respondeu sorrindo. E depois olhou para frente – Parece que chegamos na sua casa. -Ah... – olhou para frente e viu o futuro Balneario Funbari. – Verdade... – e olhou para baixo triste. -Algo errado, pequeno Hana? – perguntou, se abaixando para poder ficar da altura do garoto. -É que... Obrigado por me acompanhar. -Você está agindo como se fosse um adeus. – disse o homem estranhando. -E não é? – perguntou surpreso. -Lógico que não. – o homem sorriu – Em breve nos encontraremos de novo, e teremos muitas coisas para conversar. -E você irá me contar sobre você também... né? Né?- perguntou o garoto sorrindo. -Claro. Iremos passar muito tempo juntos. Somos amigos. – e com aquelas duas palavras, os olhos do garoto loiro brilharam de alegria. Era seu primeiro amigo. O sorriso que tomou os labios do garoto fizeram o homem sentir um calor dentro de si. Não importava o que, era bom ver um garoto de coração tão puro quanto o dele sorrindo. -Certo! E... Qual é o seu nome? – perguntou curioso. -Meu nome é Hao. Sakura, Capitulo 04: Hana, terminado. |
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| Mari-chan~* | May 23 2008, 03:58 PM Post #3 |
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Humano
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Simplesmente ótima, como já te disse no msn, gostei muito, continua plz xD PS: Amei a parte que a Jeanne diz que tem uma quedinha pelo Boro-Boro *.* |
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| Smart Angel | May 23 2008, 05:42 PM Post #4 |
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Primeiro review aqui!!!! *o* OBRIGADA!!!! T^T Eu tinha esquecido daquela parte... ^^" Obrigada, e no meu proximo capitulo por favor mande outro review!!! |
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| Smart Angel | Jun 12 2008, 12:32 AM Post #5 |
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Sakura ~Capitulo 05: Consequência e um Adeus~ -Cadê ele? – perguntou uma mulher de cabelos rosas preopcuapda – Ele está mais de uma hora atrasado! -Calma Tamao-san... – disse o homem inglês – Eu tenho certeza que Hana-chan tem um bom motivo para estar atrasado. -Não me interessa o motivo dele! Assim que ele chjegar ele vai ter que ir direto para o banho e depois eu... Eu terei... que contar a verdade. – Tamao olhou para baixo, triste. -A verdade que não devia ser um segredo. – disse Ren, olhando para Ryu e Tamao com um olhar feio. -Ren, eu e você não temos nenhum direito de falar tais coisas. Nós também mentimos para Hana-chan. – disse o ainu. -Nós?! – gritou o chinês – Quando eu perdi contacto com aquele garoto ele tinha um ano e alguns mesmes! COMO eu poderia ter mentindo para um bebê? -Calma gente! – disse Lyserg se levantando. – Temos que nos acalmar. -Lyserg está certo. – concordou Chocolove, estranhamente sério – Hana precisará de ajuda em aceitar a notícia, e não poderemos ajudá-los se perdemos a calma. A sala entrou em silêncio novamente. Os guerreiros tinham chegado no dia anterior, e desde então estavam discutindo como seria a melhor maneira de contar a verdade para Hana. O plano de Tamao era contar essa noite, depois do treino do garoto, assim ele teria tempo para pensar mais a respeito durante o banho, e no jantar iria perguntar mais coisas sobre os seus pais. Com Yoh e Anna chegando três dias depois, daria tempo o suficiente para o pequeno xamã aceitar as notícias e depois aceitar seus pais sem problemas. Mas Hana estava atrasado. Quando Horo-Horo descobriu que Hana andava sozinho para a escola e de volta para o balneario ele ficou furioso. Não que os outros não tivessem ficado, mas Horo-Horo era o mais proximo do garoto. Foi uma surpresa para todos quando Ren concordou e defendeu o ainu durante a discussão contra a maneira que Tamao tratava o garoto. Chocolove e Lyserg tinham acabado de acordar quando ouviram a discussão. Ambos estavam cansados por causa do fuso horário. Com o atraso de Hana o plano teria que ser modificado. Tamao teria que contar a verdade durante o jantar. Era tarde, e o jantar já estava quase pronto. Isso não mudava muito o plano, só dava menos tempo para Hana pensar a respeito. O silêncio foi quebrado com um barulho vindo da entrada. Todos correram para entrada e viram pequeno Hana tendo dificuldades em retirar seus tenis sem desamarrar o laço que tinha sido amarrado muito forte por sua mãe que reclamou que ele tinha amarrado muito fraco. -Hana, o que você está fazendo? – perguntou Tamao irritada. Hana olhou para Tamao e abriu um sorriso sem graça, tentando esconder o medo. Ele estava tentando ser o mais silencioso possivel para não chamar a atenção de sua mãe, mas pelo visto não conseguiu. -Tentando tirar meu sapato... Mas está difícil. – disse puxando o sapato com força. -Isso é porque é um tenis, Hana. – disse Tamao mais irritada – Você não tira como se fosse uma sandalia de madeira ou chinelo! Você amarra forte para que não saia tão facilmente e na hora de tirar você desamarra! -Hã?! – perguntou surpreso – Mas isso significa que eu terei que amarrá-lo de novo quando for usá-lo novamente! -Exato. -Mas isso dá muito trabalho! – reclamou Hana. Os guerreiros não puderam deixar de rir. O garoto resmungando parecia o Yoh resmungando de algo que Anna pediu para fazer que dava trabalho. A única diferença que a maneira que ele reclamava lembrava bastante a Anna também -Não é tanto trabalho assim... – murmurou Tamao, e depois notou a tinta no cabelo do menino – Hana! -O que eu fiz? – perguntou assutado. -Qual é o significado dessa tinta rosa no seu cabelo? Hana arregalou seus olhos. Ele tinha completamente esquecido da tinta rosa que os garotos tinham colocado no seu cabelo. Ele não gostava de mentir. Na verdade, achava uma perda de tempo. Além de ficar com a consciência pesada, ele tinha que se dar o trabalho de depois inventar mais mentiras para cobrir a primeira. Não que ele não pudesse fazer tudo aquilo. Ele era um garoto esperto e podia inventar desculpas sobre qualquer coisa. Ele só não gostava. E fora que o fazia se sentir fraco. Ele não gostava de se sentir fraco. Hana ao invés de se dar o trabalho de ficar mentindo, ele prefere contar a verdade e depois tentar arrumar uma maneira de fugir do castigo. Era bem mais facíl. Mas só porque Hana não gosta de mentir ou tenta fugir dos castigo isso não significa que ele tenha bastante medo de contar para sua mãe quando ele se meteu em encrenca na escola. -Eu... Eu.... – começou nervoso. Sua mãe geralmente não acreditava nele quando ele dizia que seus colegas da escola tinham feito algo assim com ele. Não importava o que. Mas ela acreditava na parte de que ele respondia aos garotos. As vezes nem era um empurro que nem foi hoje, porque hoje eles tinham passado do limite e já iam começar a usar força bruta, mas geralmente era só uma resposta com palavras que os deixava irritados. -Eu nem quero saber. – disse se virando. – Apenas suba, faça seu dever de casa, tome banho e venha jantar. Hana ficou olhando surpreso. Essa era uma das primeiras vezes que sua mãe tinha o deixado ir sem nenhum castigo. Parecia até um tipo de universo alternativo onde sua mãe era quase não tão cruel. -S-Sério? – perguntou sem acreditar – Sem castigo? Sem nada? -Mais tarde depois do jantar, quando você se acalmar, talvez a gente jogue outro jogo de detetive que eu te dei. – sugeriu Lyserg com um sorriso. Quando ele chegou na pousada notou que o garoto não tinha tantos brinquedos. Não era como se Tamao quisesse ser cruel com o pequeno. Não era isso. Ela adorava aquele menino, mesmo que ele não soubesse. Ela se lembrava de como Yoh foi criado, e ele não tinha brinquedos ou jogos, estava sempre treinando para o Shaman Fight. Tamao então decidiu criá-lo como Yoh for criado. Tamao também queria que Hana se tornasse uma pessoa mais séria, por isso tentava reforçar o treinamento e os estudos e diminuir os jogos. Percebendo a falta de brinquedos e essas coisas de criança na vida do garoto, Lyserg decidiu comprar um presente para Hana. Um jogo de Detetive. Na noite passada os guerreiros e Ryu tinham jogado uma partida com Hana. Como Chocolove é cego, ele e Hana formaram um time, e para surpresa do inglês, Hana conseguiu ganhar todas as partidas facilmente. Ele era um garoto muito inteligente. -Como assim “quando eu me acalmar” ? – perguntou curioso. Horo-Horo deu um atrás da cabeça de Lyserg. Como o mais inteligente de todos os guerreiros, ele era a última pessoa que eles esperavam cometer um erro desses. -Não é nada Hana! – comentou rindo sem graça, tentando disfarçar o que o outro xamã tinha dito. Prefirindo ignorar tudo, Hana apernas retirou os sapatos e seguiu as ordens de sua mãe. -Jogar um jogo depois do jantar? Você realmente acha que vai ser possivel? – perguntou Chocolove. -Não. Hana subiu as escadas e logo chegou em seu quarto. Tirou sua mochila, pegou seu caderno de japonês e um lapís. O dever seria facíl. A professora só queria que eles treinassem a escrita. Hana era bom nisso. Ele já sabia os dois primeiros alfabetos. O único problema era que, como era preguiçoso demais, sua letra era um pouco difícil de ler. Mas hoje ele podia passar mais tempo se preocupando com sua letra, afinal, a única coisa que precisa escrever são três frases. Uma de algo que você não gosta, uma algo de que você gosta, e a última de algo que você tem medo. Seria facíl. Depois de separar o material jogou sua mochila num canto do quarto. Depois ele iria colocar no lugar. -Falando nisso... – Deu uma olhada e abriu um sorriso sem graça. Ele não era muito bagunceiro, na verdade, para um garotinho de seis anos ele era bem organizado. Mas a verdade era que as vezes ele tinha preguiça de arrumar as coisas. Como por exemplo o seu futon, que nunca foi arrumado nas últimas duas semanas. Ou os desenhos que tinha feito. Estes estavam no chão, perto da janela, junto com seus lapís de cor. -Acho que posso dar uma arrumadinha nisso antes de fazer o dever de casa... mamãe nem vai saber que estou enrolando... Além disso se ela ver a bagunça vai me matar. – e fez uma careta. Começou a catar seus desenhos. A maioria eram desenhos de flores de sakura. Um sorriso apareceu nos labios do garoto. Ele realmente adorava Sakura. Talvez fosse um pouco estranho para um garoto gostar tanto de uma flor cor de rosa, mas desde pequeno ele gostava de ficar assistindo as petalas caindo. Era tudo tão colorido. E caiam tantas flores que parecia que estava nevando petalas! E sempre se divertiu muito desenhando as árvores. Ele adora usar diferentes cores no desenho, e quando se desenha uma arvore sakura, você precisa usar muitas cores. -Acho que já descobri minha primeira frase... – disse, ainda pegando seus desenhos. Ia colocá-los na gaveta junto com os lápis coloridos, mas seus pequenos braços não conseguiam segurar tanta coisa ao mesmo tempo, e acabou deixando tudo caindo. Fez uma cara de aborrecimento, e começou a recolher tudo de novo. Enquanto fazia isso, notou um de seus desenhos menos preferidos. Era um desenho em que ele só tinha usado cinza, roxo escuro, verde escuro preto, amarelo e brando. Ele tinha desenhado uma tempestade com raios e trovões. Hana não conseguia se lembrar quando ou porque tinha feito aquele desenho. Mas era uma outra idéia para uma das frases. Ele tem medo de trovões e raios. Sentiu seu corpo se arrepiar com o simples pensamento de uma tempestade. Desde pequeno ele tinha medo de tempestades. Ele geralmente se trancava nos armarios e ficava chorando, com suas mãos segurando seus ouvidos com tanta força que as unhas chegavam a machucá-lo, levava os joelhos para perto do corpo e afundava a cabeça neles. Era assim que ele passava as tempestades. Em seu futon ele achou alguns de seus pertences preferidos. O primeiro era um amuleto de boa sorte da tribo ainu que seu tio Boro-Boro e tia Pirika tinham feito e dado para ele no dia de seu nascimento. Hana sempre levava o amuleto a qualquer lugar, menos hoje, que estava atrasado para escola e por isso esqueceu de pegá-lo. -Deve ter sido por isso que dei tanto azar hoje... – pensou, enquanto colocava o amuleto de volta em seu lugar, uma pequena caixa perto de uns CDs antigos de Bob e Ringo que tinha achado no porão alguns meses atrás. Depois achou o seu livro preferido. O livro sobre os guerreiros. Tio Boro-Boro tinha tirado esse livro do porão da pousada. Por algum motivo sua mão não queria que Hana soubesse da existencia desse livro. Então o lugar onde Hana guardava o livro era o seu armario, o unico lugar do quarto onde sua mãe não olhava. Ela dizia que se recusava a abrir o armario por causa da bagunça que Hana deixava. Pouco ela sabia que a bagunça na verdade não era bagunça, e sim uma maneira de esconder o livro dos guerreiros. Achou seu quadro com o simbolo Tao no chão. Ele tinha tirado do lugar onde estava pendurado antes para colocar em outro lugar. Deixou o quadro perto do de sua escrivaninha, já que tio Ren tinha dito que iria ajudá-lo a achar um lugar melhor para colocá-lo. Ele também achou uma babá eletronica em seu futon. Tio Boro-Boro, Tio Chocolove e Tio Lyserg tiverama idéia de brincar com as babás eletronicas como se fossem radios. Na verdade a idéia era do Boro-Boro, e depois Lyserg e Chocolove decidiram se juntar. Ficaram até meia-noite brincando uma versão de pique-esconde que tinham inventado. Tio Ren ficava ajudando Hana a achar lugares dificil para se esconder. Também tinham dois outros objetos no funton de Hana. Era um lenço vermelho e um par de head-fone laranja. Hana não sabia a quem pertencia ou o porque estavam no porão, mas ele gostava. O lenço vermelho tinha um cheiro bom, um cheiro que Hana gostava, que o dava conforto, um cheiro fraco por causa dos anos que passou no porão cheio de poeira, porem familhar, mas que Hana não reconhecia. Muitas vezes na hora de dormir Hana agarrava o lenço e acabava se enrolando nele. Os head-fones Hana gostava de usar para ouvir os CDs que tinha achado no porão, ou simplesmente usava quando sua mãe ou tio Ryu não estavam em casa. Ele também gostava de ficar segurando os head-fones e ficar investigando os detalhes. As vezes ele usava os head-fones quando estava tendo uma tempestade enquanto ficava segurando o lenço vermelho. Por algum motivo fazia com que ele se sentisse melhor. -O quarto está arrumado... – disse olhando em volta – Demo... Eu ainda não tenho a terceira frase. Voltou a dar uma olhada no quarto quando viu um espelho. Sua mãe tinha colocado aquele espelho ali por um tempo, até ela achar o quarto em que ela queria colocá-lo. Seus olhos ficaram tristes quando se olhou no espelho. Ele realmente não se parecia com ninguém da família Asakura. Sempre tinha esperanças que talvez seu pai fosse loiro como ele, mas não era. Ele era o único loiro da família. E por algum motivo ele não se parecia com ninguém. Talvez se parecesse com seu pai, mas agora pensando melhor a respeito, não faria muita diferença, ele estava morto ou o tinha abandonado. Por causa disso sempre implicaram com ele. Diziam que sua mãe o achou na lata de lixo. Que seus verdadeiros pais não o queriam e por isso o abandonaram. E tudo isso por causa da cor de seu cabelo! -Já sei... – disse Hana, olhando para si mesmo no espelho – Minha última frase será “Eu odeio cabelos loiros.”... – e com isso abriu um sorriso e foi para o osen tomar seu banho. No andar de baixo os guerreiros, Ryu e Tamao estavam sentados na cozinha, conversando. Precisavam discutir sobre como iriam contar a verdade para Hana. Cada detalhe era importante. -Então nós iremos contá-lo com calma durante o jantar. – disse Chocolove, depois de terem finalmente decidido como iriam fazer – Agora precisamos saber como contar a para o Yoh e para a Anna. -Duvido que o Hana irá aceitar a notícia facilmente. – comentou Horokeu – Ele provavelmente ainda estará irritado quando os dois voltarem, e irá rejeitá-los. -Então precisamos contá-los a verdade antes deles verem Hana. – conclui Lyserg – Assim eles não ficaram surpresos quando o acharem... Ainda estaram tristes, mas não surpresos. -Voltar depois de seis anos de batalha e serem recebidos pelo filho os rejeitando. – disse Ren – Aposto que isso não estavá na visão deles no dia em que tiveram Hana. -Você os viu, não viu Ren? – perguntou Lyserg curioso – Como eles estavam? -Primeiro, quem eu vi foi o Yoh no inferno. – começou Ren – Ele disse que tinha tido uma batalha com o Hao e acabou morrendo por falta de força, porem saiu vitorioso. -Mas ele está bem, certo? – perguntou Tamao, falando finalmente depois de muito tempo – Ele voltou a viver, não voltou? -Sim. – respondeu Ren. Ele notou que o rosto de Tamao não demonstrava nem felicidade ou alivio. Na verdade, tinha até um pouco de tristesa. Ren sabia o porquê. Tamao tinha criado Hana, e provavelmente o considerava seu filho. Fora que a jovem sempre tinha esperanças dos dois não voltarem, assim não precisaria ter que contar Hana a verdade. Mesmo agora, com poucos dias de distancia, ela ainda tinha esperanças. Tinha, não tem mais. Não depois da confirmação do Ren. -Ele... Também não tinha idéia de quanto tempo tinha passado. Passou muito tempo em nada mais do que lutas... Ele achava que só tinham passado 2 anos no maximo. -Deve ter sido um choque quando descobriu que tinham se passado seis anos. – Horo suspirou, imaginando o amigo quando descobriu que ficou tanto tempo longe de seu filho. Não era justo. Yoh ama Hana com todo o coração, e desde antes do menino nascer o xamã já sonhava com diferentes coisas que queria fazer com o filho. Não era just que ele teve que perder seis anos da vida do garoto. -E foi. – respondeu – Ele começou a chorar. -Ele... Chorou? – perguntou Ryu surpreso. Desde que conheceu seu patrão ele só o viu chorar uma vez: Quando estava com raiva do Hao por ter matado os X-Laws. Nem quando descobriu que era a outra metade do Hao ou que sua família não tinha fé nele ele chorou. -Claro que sim. Estamos falando do filho dele. – respondeu Horo-Horo um pouco irritado – Esqueceu como ele ficava cada vez que o via sorrir? -Claro que não... Senhor Yoh era um ótimo pai. – disse Tamao, sorrindo enquanto se lembrava das varias vezes que via Yoh e Hana juntos. -Ele continuará sendo um ótimo pai. E por mais incrivel que pareça aquela mandona irritadinha também foi e será uma ótima mãe. – Horo-Horo estava ficando cada vez mais irritado. A situação era difícil e ele sabia que quando Yoh e Anna chegassem eles iria ficazr pior. -Difícil será convencer o patrãozinho disso. – Ryu olhou para baixo – Ele é um bom garto, mas tem um temperamento muito forte... E com certeza não vai gostar de saber o que a Tamao não é a mãe dele e que o pai dele está vivo. -Não, ele não vai, mas ele tem que saber. – disse Lyserg – E o quanto mais cedo contarmos, mais tempo ele tem de se acostumar com a idéia, e menos problemas teremos quando Yoh e Anna chegarem. -Em quanto será isso? – perguntou Chocolove curioso. -Segundo a minha leitura Yoh-sama e Anna-sama estão à três dias andando daqui. -Isso sem contar horas de sono, descanso, comer, beber, banheiro... -Você realmente acha que eles estão usando o banheiro baka ainu? – interrompeu Ren. -Eu espero que sim. – disse o homem – E acho mais educado falar banheiro do quie falar o que eles realmente estão fazendo... – com isso virou o rosto para o lado contrario do chinês – Fora que ainda tem o fato de que eles acabaram de sair de uma batalha. Ou seja, eles devem ir mais devagar, né? -Isso! – disse Ryu alefre – Isso nos dá ainda mais tempo para fazer com que o patrãozinho se acostume com a idéia! -Vamos só esperar que Hana não receba a notícia muito ruim. -Aonde em Tokio vocês dois estão indo? – perguntou o jovem olhando para o casal pelo espelho retrovisor de seu carro caro que os pais tinham comprado para comemorar sua formatura e ida para a faculdade. -Funbari. – respondeu o homem abrindo um sorriso. Ele tinha cabelos longos castanhos, olhos pretos e bondosos e usava roupas amassadas, um casaco marrom claro, muito sujo. Sua mochila usada como bolsa era da mesma cor. -Ah... Funbari... Vão abrir uma pousada lá, sabia? Balneario Funbari... A data ainda não está certa, mas tem comercial na TV falando disso toda a hora. – comentou o jovem, agora com os olhos na estrada. -Balneario Funbari? – perguntou a mulher curiosa. Ela era uma jovem muito bonita, não podia ter mais de 21 anos. Usava um vestido preto, longo, e uma capa da mesma cor. Ambos molhados por causa da chuva que tinha tido na cidade de onde vinha. Seus cabelos eram longos e loiros, e seus olhos pretos. -Sim. Você vê cormeciais toda a hora tocando uma música bem legal... – respondeu o homem – É para lá que vão? Ainda não abriu. -Nós somos donos. – respondeu o homem sorrindo – Moravamos lá e estamos voltando para casa. -Os donos? – abaixou seus óculos escuros e olhou para o casal surpreso – Mas achei que os donos... -Nós tivemos que deixar nossa casa e nossa família para resolver uns problemas. – respondeu o homem, agora sério, mas depois abriu um sorriso – Mas agora que está tudo certo, podemos finalmente voltar para casa. -Que tipo de problemas? -Muito pessoais. – respondeu a mulher rapidamente – Você não iria entender. -Certo, certo. Não vou mais perguntar a respeito dos problemas... – colocou os óculos no lugar – Vocês são casados ou alguma coisa assim? Com essa pergunta a mulher sorriu pela primeira vez. -Sim. E nós temos um filho... -Quantos anos? O sorriso dela desapareceu e olhou para seu marido tristemente, depois olhou para baixo. -Ele tem seis anos. – respondeu o homem – Foi muito difícil ter que deixá-lo... Estamos tão ansiosos para poder vê-lo. -Eu te entendo... Eu tenho um irmão mais novo, mesma idade. – respondeu – Ele é meio irritante e entra em muitas brigas na escola, mas mesmo assim sinto falta do garoto. -Que tipo de brigas ele entra? – perguntou o homem curioso. -Bem... O que ele diz para o professor é diferente do que ele faz, se é que me entende. Ele diz para os nossos pais, para mim e para professora que esse garoto, Hana, implica com ele, mas não é bem assim. Ao mencionar do nome, o casal arregalou os olhos. -H-Hana? – perguntou a mulher. -É... Daquela família de magos, a família Asakura. O garoto tem cabelo loiro. – disse isso enquanto passava a mão pelo cabelo. Isso fez com que a mulher segurasse a mão do homem com força enquanto prendia a respiração, e o homem fez o mesmo, engolindo em seco. Era a primeira vez que Yoh e Anna ouviam notícias dos seu filho desde eles foram atrás de Hao – Eu por muito tempo acreditei no meu irmãozinho. Você sabe como é, quem você acredita? Um garoto normal ou um garoto parte de uma família estranha, que fala sozinho, não tem amigos e.. -Ele não tem amigos? - perguntou Yoh, seus olhos mostrando a tristesa que estava sentindo quando soube de tal coisa. Ele teve uma infancia solitaria, e a última coisa que queria era que seu querido filho passasse pela mesma coisa. -Sim. A criança é um pouco estranha. Muitos problemas, difícil de falar todos. E além de tudo tem um temperamento forte. – o jovem não notou que Anna estava prestes a retirar o seu 1080. Como ela ousa dizer que seu filho era problematico? Se não fosse por Yoh, que a segurou no instante, o homem já estava morto. Yoh sabia que o 1080 da Anna tinha mais utilidade do que comandar Zenki e Goki. Era também uma ótima maneira de estrangular uma pessoa. E por mais que também estivesse furioso pelo homem ter falado tão mal de seu filho, por enquanto ele era a única maneira de ouvir algum tipo de notícia sobre Hana e a maneira mais rapido de chegar até ele. -Segure sua raiva até o final... – disse Yoh no ouvido dela, a acalmando. -De qualquer maneira, meu irmão dizia que era esse menino, Hana... Nome estranho não? – dessa vez Yoh que teve que se segurar. Ele tinha escolhido o nome de Hana com cuidado e carinho, para que, não importa o que acontecer, Hana sempre teria uma parte dele e da Anna junto dele por toda a eternidade. – Ele dizia que era Hana que implicava e começava as brigas. Mas um dia meus pais pediram para que eu fosse buscar o meu irmão na escola, e eu vi o contrario. -Como assim o contrario? – perguntou Anna, uma mistura de profunda tristesa, curiosidade e raiva em sua voz. -O meu irmão e os amigos dele que implicam com o garoto. Enquanto o menino estava andando para ir para casa, eles o puxaram pelo cabelo, assim o garoto os olhava e começavam a falar mal dele e da família. – disse o jovem. Nesse momento Yoh estava se segurando lágrimas. Ele se culpava por isso. Sempre pensou que iria ter certeza que seu filho teria uma vida boa, que teria amigos, e que jamais teria que passar pela mesma coisa que ele e Anna passaram. Se ele estivesse lá enquanto Hana crescia, talvez nada disso teria acontecido com ele. Era sua culpa. – O garoto não parecia se abalar muito. Ele tinha algumas lagrimas nos olhos por causa de quando puxaram o cabelo, mas fora isso nada. Ele até chegava a responder meu irmão, umas respostas muito espertas para um garotinho de seis anos. E isso só o deixava mais furioso. O meu irmão. – Anna abriu um sorriso satisfeito ao ouvir isso. Claro, no momento em que tinha ouvido sobre a maneira que seu pequeno Hana era tratado na escola sentiu vontade de abraçar Yoh bem forte e chorar e de matar cada uma das crianças que tratava seu filho de tal maneira. Mas saber que ele conseguia responder e manter a calma a deixava tão orgulhosa. – Ai meu irmão piora a situação para o garoto, deixando num ponto que ele não aguenta mais. -C-como assim? – perguntou Yoh preocupado. -Se meu irmão nota isso ele o agredi e o garoto agredi de volta. Ou então o garoto solta um grito. Ai eles começam a chorar quando a professora se aproxima, deixando o garoto de castigo. E lógico que ela não acredita no que o garoto conta. Quero dizer, são uns 4 contra 1. Quem ela vai acreditar? Nesse momento Anna não podia agüentar. -VOCÊ VIU TUDO ISSO NÃO FEZ NADA?! – gritou. Ela não podia acreditar no que tinha ouvido. Seu filho passava por isso, e mesmo pessoas sabendo que ele não era a pessoas que começava tudo, elas ainda não faziam nada! -C-Calma! – disse o jovem – Eu dei uma bronca com o meu irmão, mas o garoto não é problema meu. Ele é problema da mãe dele ou sei lá que aquela mulher de cabelos rosas é. – e o silêncio voltou a reinar. Anna então se ajeitou e repousou a cabeça no ombro de Yoh. Seus olhos ainda brilhavam de raiva. Não só pelas crianças que faziam isso com seu filho ou pelo o jovem a sua frente que nem o ajudou mas também pela Tamao e Ryu. Era obvio pelo jeito que as coisas estavam indo para seu filho que Tamao e Ryu não faziam absolutamente nada para parar essas crianças. Como tivesse lido os pensamentos de Anna, Yoh beijou o topo da cabeça dela e disse: -Não se preocupe... Quando chegarmos tudo ficará melhor. Anna o olhou e sorriu cansada. -Agora descanse. – disse, notou que o jovem estava muito ocupado com a música para ouvir o que estavam falando – Você não quer chegar em casa e acabar perdendo o tempo como mamãe do Hana porque estava cansada demais, né? -Lógico que não! – disse como uma garotinha emburrada – Eu não vou perder tempo com ele por causa de coisas ridiculas como o sono... Eu nem estou cansada! -Eu seil... – disse rindo, mas sabia que na verdade Anna estava muito cansada – Mas descanse um pouco, assim você tem certeza que não irá perder temppo. -E você? – perguntou curiosa. -Eu também vou. – respondeu – Mas você não gosta de dormir quando pedimos carona. Então eu preciso te fazer dormir. -Bobo. – disse fechando os olhos. Yoh começou a acariciar os cabelos dela lentamente, assim ela poderia ficar mais relaxada – Eu não tenho vergonha... – soltou um bocejo. -Nunca disse que você tinha. – sorriu. -Você tem sorte que estou de bom humor porque daqui a pouco veremos Hana novamente.... – soltou outro bocejo – Se não eu... eu... – e acabou dormindo. -Eu sei... – disse e beijou novamente o topo da cabeça dela, logo depois retirando uma das varias fotos que tinha na sua bolsa. Essa era uma de suas preferidas. Eles estavam em Izumo. Enquanto sua mãe aproveitava uma sombra de uma árvore com o Hana, ele e Anna observavam tudo sentados no chão de madeira que tinha do lado de fora. Hana então engatinhou até os dois. Na época ele não podia andar ainda. Anna estendeu os braços e o pegou no colo. E Hana então retirou os head-fones de Yoh e colocou na boca, como sempre fazia. Enquanto o jovem ria da ação de seu filho, Keiko correu para dentro e pegou uma camera, tirando a foto sem que eles notassem. Saiu com Anna segurando Hana no colo com um doce sorriso, o menino com os head-fones de Yoh na boca, e Yoh rindo, enquanto passava os dedos pelo cabelo do menino. “Ele tem o cabelo da mãe.” Pensou sorrindo. Ele sempre adorou o cabelo da Anna. Mas esse não era p único motivo pelo qual ele adorava aquela foto. Não, aquela tinha sido a última foto em que eles tiraram juntos acreditando que tudo estava bem. Quando voltaram do fim de semana em Izumo, Hao apareceu. “Mas agora ele já foi embora... E posso finalmente dar para a Anna e o Hana uma vida feliz.” Com isso em mente o garoto adormeceu. Só acordou com o jovem que dirigia o carro os acordou. Estavam numa parte mais afastada de Tokio. -Aqui fica a colina Funbari. – disse o jovem quando os dois já estavam fora do carro – Segiam por ali e devem chegar rápido na pousada. Eu não posso levá-los até lá ou vou ficar atrasado. Desculpe. -Não, tudo bem. – respondeu Yoh sorrindo – Levará apenas alguns minutos. A gente só ia chegar em três dias, ao invés disso chegamos hoje mesmo! Muito obrigado. O jovem sorriu. -Sim, muito obrigada... – então ela se aproximou do jovem e lhe deu uma das mais doloras lendarias esquerdas que Yoh já tinha visto. Ele sabia o porque ela fez isso, e sabia que também queria ter feito a mesma coisa por não ter ajudado o seu filho na hora que o garoto precisava, mas mesmo assim não pode deixar de sentir pena do jovem ao ouvir o barulho do encontro da mão esquerda de Anna e a bochecha do jovem. – Isso é por ter falado tão mal do meu filho. E com isso começaram a caminhar em direção ao Balneario Funbari, onde a pessoa mais importante da vida deles estava. Hana estava mergulhado nas águas termais. Tudo de seu nariz para baixo estava embaixo da água. Ele juntava as mãos em formato de concha, depois as aprtava juntas, fazendo água quente cair para cima e depois voltar para as termas. Soltava risinhos embaixo da água, formando bolhas. Quando terminou seu banho começou a nadar nas grandes termas, pois ainda era muito pequeno para poder encostar o pé no fundo.Quando chegou do outro lado, se afundou por inteiro, desceu até o chão das termas e deu um grande impulso para cima. Ele quase saiu da água por completo. Se segurou numa das pedras que cercava as águas e balançou a cabeça com força, fazendo água de seus cabelos cairem por todos os lados. Apoiou os pés na parede e subiu com dificuldade na beirada das pedras. Assim que saiu correu e pegou uma toalha. Se enrolou nela e voltou a sacudir a cabeça. Se vestiu e correu para o quarto. Ele tinha que escrever as frases antes de ir jantar. Isso seria rápido. Yoh e Anna estavam parados agora na frente do futuro balneario Funbari. Nenhum dos dois podiam segurar os sorrisos. A caminhada para a casa não tinha sido tão longa quanto esperavam. Talvez fosse o fato de que estavam descansados e que estavam acostumados a caminhar longas distancias. No caminho Yoh não parava de falar do que queria fazer com seu filho. Fazer coisas que nunca teve a oportunidade por causa que estava atrás de Hao. Anna ficava ouvindo tudo, sorrindo e concordando. Ela também falava de seus planos. Fazer uma festa de aniversário para todos os aniversários que eles perdaram, assistir videos e ver fotos do garoto, comer fora para comemorar, passear juntos, só os três... Eles já tinham uma lista com mais de 300 coisas que queriam fazer com Hana. Mas a primeira coisa na lista dos dois era implorar pelo perdão do menino. Quando chegaram lá tinham ficado um tanto surpresos. Tiveram que olhar em volta e ler a placa da casa antes de ter certeza que estavam no lugar certo. Era tudo tão diferente. Antes esta rua era deserta, mas agora ela estava cercada por prédios. Tudo fazia com que o Balneario parecesse tão pequeno. Quando finalmente se acostumaram com a aparencia nova do Inn, ambos sorriram. Parecia um sonho. Eles finalmente estavam a apenas metros de distancia de seu tesouro mais precioso. -Finalmente... – disse Yoh, sorrindo enquanto segurava a mão de sua esposa com força. -Como você acha que Hana-chan está depois de tantos anos? – perguntou Anna sorrindo e olhando para seu marido. -Eu não quero advinhar... – disse o homem, e virando o rosto para a pousada – Eu quero descobrir nesse exato momento. E com isso ambos seguiram em frente e abriram o portão que dava para dentro da area da casa. Quando Hana terminou de escrever suas frases começou a guardar o material de volta na mochila. Seu cabelo bagunçado ainda estava molhado, e cobria seus olhos, deixando difícil de ver o que estava a sua frente. Ficou segurando a franja para o lado enquanto descia as escadas. -Daqui a pouco ele deve estar descendo. – Hana ouviu sua mãe dizer do outro lado da porta. Ele colocou sua mão na maçaneta e abriu levemente a porta, mas parou ao ouvir o que sua mãe tinha dito depois – E ai contaremos a verdade. -Verdade... ? – Hana repetiu para si mesmo em um sussurro. Ele deixou a porta uma pequena abertura na porta para poder ver o que estava acontecendo. -O patrãozinho não vai gostar nenhum um pouco... – disse Ryu colocando o resto da comida na mesa do jantar. -Sim, mas é preciso. – disse Lyserg – Ele precisa saber que você não é verdadeira mãe dele, quem são seus verdadeiros pais e porque eles o deixaram 6 anos atrás. Hana deu alguns passos para trás. Ele podia sentir seu corpo começar a tremer. Ela não era sua mãe... Seus pais o tinham deixado... Então era verdade. As crianças estavam certas. Seus pais o tinham abandonado... De repente algo veio em sua cabeça. Quando ele tinha quatro anos ele e sua suposta mãe foram até Izumo para visitar a sua família, a qual no momento ele nem tinha certeza se realmente era sua família. Ele se lembrava indo para o portão principal da casa, segurando a mão daquela mulher. Quando sua avó abriu o portão ela e sua suposta mãe ficaram conversando um tempo do lado de fora. Enquanto isso Hana ficava olhando ao redor. Ele quase nunca ia até Izumo, por isso não estava familhar com o lugar. Agora Hana se lembrou o porque ele perguntou para sua avó naquele dia sobre seu pai. Duas mulheres estavam saindo de uma casa visinha e viram o menino. Ele se lembrava direitinho do que tinha ouvido. -Aquele garoto... Ele é um Asakura, não é? – perguntou a mulher mais alta, que usava jeans e uma blusa lilás. -Sim. – respondeu a outra – Ele não era aquele bebê que veio com um casal aqui alguns anos atrás? -Sim... Yoh! Eu lembro dele! Estudei com ele por alguns anos antes de ser transferido para Tokio – comentou a primeira mulher abrindo um sorrindo – Ele teve um filho, deve ser aquele garoto. Agora olhando eles realmente são parecidos. -Mas... Aquela mulher não é loira. – disse a segunda – Você acha que é a mãe dele? -Provavelmente não. – respondeu – Eu não sei o que aconteceu, mas aquela certamente não é a mãe do garoto. Se fosse por que ele teria cabelos loiros? Elas não sabiam, mas Hana tinha ouvido a conversa. Foi a primeira vez que ele notou que tinha cabelos de cor diferente da sua mãe. Ele ficou se perguntando sobre seu pai pelo dia inteiro. Por isso ele resolveu perguntar para sua avó sobre o seu pai. Naquele dia ele descobriu o nome de seu pai. E depois o pequeno perguntou sobre a cor do cabelo do pai e sua avó respondeu castanho. Ele não deixou aquilo te incomodar por muito tempo. Ele quase nunca pensava sobre seu pai. Mas agora... Agora ele sabia que seu pai o tinha abandonado. Não só o seu pai, mas sua mãe também. E as pessoas que ele mais amava no mundo tinham mentindo para ele. Aqueles a quem Hana achava que ele podia confiar tinham mentindo para ele durante sua vida inteira. -Como você acha que Hana-chan vai reagir quando descobrir que você não é a mãe dele, Tamao? – perguntou Chocolove curioso. Ele infelizmente não ouviu barulho vindo do outro lado da porta. Hana tinha caido para trás e ficava olhando para porta sem acreditar. Por que eles continuavam repetindo? Uma vez já não era o bastante? Eles queria fazer com que o garoto tivesse certeza que seus pais o tinham abandonado?! -O QUE?! Todos se viraram quando ouviram um grito feminino vindo da porta. Todos arregalaram seus olhos e ficaram sem reação. Yoh e Anna estavam parados, encarndo todos seriamente. Anna parecia que iria pular para cima da Tamao e esganá-la. Seus olhos queimavam com furia. Lágrimas caiam de seus olhos vermelhos e sua repiração não estava regular. Ela tinha que segurar para trás os soluços. Yoh estava tentando acalmar sua esposa e ao mesmo tempo tentar se segurar. Ele tinha que se manter forte pela Anna, mas era difícil quando ele também estava prestes a perder a cabeça. Seu filho, seu pequeno filho, não sabia a verdade sobre eles. Ele não sabia o que estava acontecendo e acreditava que uma outra mulher era sua mãe e que seu pai tinha morrido ou algo assim. -S-senhora Anna... – disse Tamao surpresa. Ela estava sem reação. Agora o seu plano tinha sido arruinado. Como ela poderia dar tempo para Hana aceitar as notícias e depois receber os pais se os pais tinham chegado antes dele receber as notícias? – Eu... Eu posso... Posso explicar... -Nós pegamos carona com a pior pessoa possivel para poder chegar mais cedo e ver o nosso filho depois de 6 ANOS e eu descubro que você, a pessoa com quem eu confiei o meu filho, mentiu para ele sobre quem eram os seus pais?! – Anna tinha se livrado de Yoh e caminhava até Tamao, com o dedo apontado para ela – Você tem idéia do que fez? -Tamao, Ryu, por que vocês fizeram isso? – perguntou Yoh, que tinha uma expressão fria em seu rosto – Vocês sabiam que iamos voltar e vocês sabiam que eu JAMAIS iria querer que Hana-chan fosse passar pelo mesmo que eu. – Yoh se lembrava de quando descobriu que era gemêo de Hao. Ele se lembrava de como era horrivel descobrir que as pessoas que ele amava, as pessoas que ele chamava de família, tinham mentindo sobre algo tão importante assim. -Patrão... Por favor entenda que... – Mas Ryu foi interrompido por um barulho vindo do outro lado da porta que dava para a escada. Eram barulhos de pequenos pés batendo nos degraus da escada. -Ele está chegando... – disse Horo-Horo olhando para a porta. -Não... – disse Yoh, prestando atenção no barulho. Logo depois ele correu na direção da porta, seguido por Anna – Ele está subindo. -S-subindo? – repetiu Tamao sem acreditar. Ela olhou para porta e viu Yoh abrindo a porta, revelando a escada, e no topo desta estava as costas de um pequeno garoto loiro subindo as escadas com pressa. Logo em seguida todos os guerreiros e Anna seguiram o garoto, deixando Ryu e Tamao sozinhos na sala de jantar, olhando para a escada sem acreditar – Isso significa que ele ouviu tudo. Hana correu o maximo que pode, seus olhos fechados e ignorando as vozes que o chamavam. Ele então se deparou com a porta de seu quarto. Olho na direção da escada e depois entrou em seu quarto e fechou a porta com força. Depois trancou a porta e se sentou encostado nesta. Abraçou seus loelhos e afundou a cabeça nos braços, començando a chorar. -Hana! Hana! Abra a porta, é tio Boro-Boro! – gritou a voz do ainu vindo do outro lado, acompanhado por batidas. Hana apenas ignorou. Ele não queria ver nenhum deles. Nenhum dos homensque ele achava que eram seus amigos. Nem o casal que tinha chegado, o qual ele tinha descobrido que eram seus pais. -Hana... Algo errado? – veio uma voz vindo da janela. Hana olhou na direção da voz e abriu um pequeno sorriso ao ver Hao. Hao era o homem que o tinha ajudado e andado com ele até em casa. Os dois conversaram bastante e Hana nunca se sentiu tão confortavel com uma pessoa como ele se sentia com Hao. -Hao... – sussurrou Hana. Logo depois mais batidas na porta foram ouvidas. -Então eles finalmente te contaram. – disse Hao olhando para o garotinho com tristesa e pena – Pelo visto você não aceitou muito bem... -Você sabia sobre isso? Como? – Hana perguntou num sussurro, lagrimas ainda caiam de seus olhos. Era uma cena muito triste. Um garoto tão pequeno e sofrendo tanto por causa do erro dos adultos. Uma criança tão inocente sendo forçada a pagar o preço de algo que os adultos decidiram. -É uma longa história... Mas vamos dizer que eu também não sou tão querido pela sua família. Por isso nunca nos falamos, mesmo sendo tio e sobrinho. – os olhos do garoto se arregalaram – Pelo visto ainda não contaram isso. -Eles não contaram nada. – mais batidas foram ouvidas – Eu ouvi enquanto estava descendo para o jantar. -Pobre criança... Imagino que não queria ver o rosto desses traidores nunca mais, não é? – perguntou se abaixando, ficando da altura do menino, e logo depois oferencendo a mão para ele e sorrindo – Que tal você vir comigo? Assim nunca mais terá que vê-los... O menino olhou para a porta e depois para a mão do homem a sua frente. Yoh e Anna esperavam com angustia até seu filho abrisse a porta. E pensar que algumas horas atrás estavam todos felizes com o pensamento de que finalmente estariam reunidos com seu filho. Mas agora... Tudo aconteceu tão rápido que nem parecia realidade. Tamao tinha mentindo para Hana sobre quem ela era e enquanto todos estavam conversando a respeito o garoto acabou ouvindo. Parece que o garoto estava tão confuso quanto eles, e com tanta raiva quanto eles. Era horrivel isso. Ver o filho sofrendo. Eles ainda nem viram o rosto do garoto. Só ouviram o barulho das escadas e viram suas costas. E agora podiam ouvir os soluços do garoto do outro lado da porta. Era horrivel ficar ali, preso do lado de fora enquanto o garoto sofria tanto, não podendo ajudá-lo. Mas quem podia culpá-lo? Quem não se trancaria no quarto depois de descobrir que sua mãe não era sua mãe e que agora ficaria vivendo com dois estranhos que supostamento o abandonaram? No momento estavam todos do lado de fora. Horo-Horo, o que conhecia o Hana melhor, batia na porta e tentava fazer com que ele a abrisse. Os outros o cercavam e Yoh e Anna estavam um pouco mais afastados. Anna estava a beira das lagrimas enquanto ouvia os choros de seu filho. Yoh tentava segurar suas lagrimas. Ele queria ser forte para os dois. Ser forte para Anna e ser forte para Hana. Os dois bens mais preciosos de sua vida. Anna e Hana. Ele iria ser forte para os dois. -Pobre criança... Imagino que não queria ver o rosto desses traidores nunca mais, não é? – eles ouviram uma voz masculina e adulta vindo do quarto do garoto – Que tal você vir comigo? Assim nunca mais terá que vê-los... Yoh e Anna ambos arregalaram os olhos ao ouvirem a voz. Eles conheciam aquela voz. Passaram seis anos perseguindo o dono daquela voz. Suas vidas tinham sido arruinadas pelo dono daquela voz. Da primeira vez eles achavam que tinham o eliminado, mas ele voltou ameaçando machucar o filho deles. E eles partiram atrás do dono daquela voz. E quando finalmente acharam que o tinham eliminado para sempre... Ele volta. E eles sabiam o que ele queria naquele momento. -Não! – gritou Anna, empurrando todos para o lado e começando a bater com força na porta – Não! Hao! Pare! Não se atreva a fazer nada com ele! Hao! O deixe em paz! Por favor! Anna estava chorando desesperadamente enquanto batia na porta com força. -Hana... Por favor Hana-chan, me ouça. – disse Yoh, tentando parecer calmo – Eu sei como você está se sentindo... Mas por favor... Não vá, vamos falar sobre isso Hana-chan... Eu e sua mãe.. Mas então eles ouviram uma risada vindo do outro lado. Essa era a gota d’água. Yoh não iria permitir que Hao fizesse algo com seu querido filho. -Se afaste Anna. – Yoh disse sério. Anna o olhou e depois se afastou. Yoh então começou a girar a maceta enquanto olhava pelo buraco da porta. Geralmente Yoh fazia aquilo com calma e conseguia terminar em alguns segundos, mas por causa da situação suas mãos tremiam e ele estava muito agitado. Demorou um tempo até ele terminar o trabalho e chutar a porta com um pouquinho de força. Todos abriram a porta a tempo de ver um homem identico a Yoh segurando a mão de um garotinho loiro. Eles não podiam ver o rosto do garoto, já que este estava virado de costas para a porta. O homem estava com uma perna do lado de fora da janela e a outra do lado de dentro. Ele ajudou o pequeno garoto ficar no parapeito de fora da janela, o pegou no colo e depois olhou para as pessoas na porta, um sorriso malvado em seus lábios. Logo depois disso pulou para fora. Todos seguriam na direção da janela, e quando olharam para baixo... Viram um grande nada. Sakura, Capitulo 05: Consequências e um Adeus, Terminado. Espero que tenham gostado do capitulo. UM AGRADECIMENTO MUITO ESPECIAL PARA MARI-CHAN, a única que se deu o trabalho de ler essa fic porcaria e comentar. >_< Sou muito, muito, muito grata! Obrigada! Sem mais nada a comentar... Eu realmente não espero alguém ler essa fic aqui no Forum ou ao menos comentar. ^^" Mas se realmente continuar sem receber comentarios, vou parar de postar aqui. ^^" |
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| Miley | Jul 18 2008, 03:11 PM Post #6 |
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Humano
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Adorei a sua fic.Eu já tinha lido antes em um outro site. Adorei a história. continua por favor. |
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| Smart Angel | Jul 18 2008, 08:45 PM Post #7 |
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Presidente do fã clube YohXAnna 4 EVER!
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Eu vou... Só voltar ao meu computador e começo a escrever o proximo capitulo. ^^ muito obrigada por esse review... Por favor, não me deixe ficar postando aqui sozinha, comente nos outros também? *O* |
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| Miley | Aug 1 2008, 07:37 PM Post #8 |
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Humano
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Pode deixar que vou comentar quando vc postar. Adorei a história. O hana é muito fofo!!!!!!! Atualiza!!!!!!! |
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