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| Minha fic \o/; ~ A valsa do Despertar ~ | |
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| Tweet Topic Started: May 20 2008, 10:12 PM (1,178 Views) | |
| Mari-chan~* | May 23 2008, 02:35 AM Post #16 |
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Humano
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Nossa gente nem sei o que dizer, estou muito feliz mesmo que estão gostando da fic =] Esse cap fico meio grandão mas espero que valha a pena xD Capítulo IV – Fortaleza de sangue. Duas semanas haviam se passado após a chegada de Marion e Matilda, elas estavam adaptando-se muito bem, a primeira recolhia-se cedo e não dava muito a falar. Enquanto a outra era mais solta, ria com mais freqüência, porém em certos momentos era tão ou mais silenciosa quanto a sua companheira. - O quê você acha dessas garotas Yoh? –perguntava Manta- - Hum... - Não sei sabe, acho que não da pra confiar muito, afinal... – o pequeno suspirou- Depois de tudo que aconteceu... - Huuuummm... - E também que tipo de ameaça será que é esse hein? O quê você acha? - Hummmmmmmmmmmmmm!!!!!! - YOH! RESPONDE DROGA! Entretanto quando Manta se virou para observar o quê o amigo estava fazendo simplesmente teve um infarto: Yoh estava de ponta cabeça, com os pés amarrados num pedaço de madeira e com mais da metade do corpo enfiado embaixo d’ água. Era esse o motivo pelo qual o rapaz não conseguia falar direito. - Hehe... A Anna e os seus treinamentos doidos... Só mesmo alguém com a mente dela pra fazer isso... –riu o pequeno- - Disse algo Manta? – respondeu Anna- - Ah, que só uma doida feito a Anna ia fazer o marido passar por isso, por quê? –então Manta se vira e se depara com QUEM ele estava falando- Ahn... Oi? Não foi preciso nem mais cinco segundo para que o pequeno homem estivesse ao lado do seu companheiro, submerso na água e com os pés amarrados. Anna estava sentada calmamente tomando um banho de sol e lendo o jornal. - Zenki...Kôki, dêem um sacode nesses folgados. –ordenou- Enquanto os dois rapazes estavam sofrendo torturas dignas da inquisição católica dentro da casa havia uma jovem de longos cabelos cor-de-rosa e olhos da mesma cor, a sua pele era clara e os seus modos extremamente delicados. Ela cortava os legumes para o almoço enquanto via a sua cantora favorita na tevê. - Ei Tamao, quando é que a bóia sai hein? –perguntou Ponchi- - É! Como é que a gente vai fazer competição de arroto sem comida? –falou Conchi enquanto coçava demoradamente o nariz- Nossa daqui a pouco to tirando cérebro! De repente a menina se vira e mostra que o seu rosto estava vermelho, num misto de raiva e vergonha e volta a cortar os legumes freneticamente. - Eu já mandei vocês usarem fraldas! A dona Anna não gosta de vocês assim! - Ah “qualé” Tamao, a xexelenta da Anna ta torturando o Yoh, deixa a gente em paz! – exclamou Ponchi que coçava certa área do seu corpo- - Eu ouvi o meu nome? - Que foi xexe... -se depara com Anna atrás de si- Neste instante a mão de Anna espremeu a mesma região que o texugo estava coçando, a itako apertou tanto que quando ela terminou o pobre espírito rolava no chão, gemendo de dor. - Tamao, já está na hora do Hana voltar do colégio, pode ir buscá-lo? Eu preciso cuidar para que o Yoh e o Manta não fujam do treinamento. - Claro Anna! –respondeu Tamao sorrindo- Conchi traz o Ponchi junto, não o quero arranjando mais encrencas! Alguns segundos depois a menina havia se arrumado para sair, ela prendera os cabelos em uma longa trança que ia até a cintura e colocara um simples vestido azul, calçando as sandálias e não se esquecendo da sua prancheta foi caminhando tranquilamente até a escola onde Hana estudava, todos os dias era assim. Tamao nutria um sentimento muito forte pelo menino, era como se ele fosse o irmão mais novo que nunca tivera. Finalmente a jovem chegara até a escola, se tratava de uma grande construção, segundo o que Anna havia contado até mesmo certos cursos superiores havia nesta instituição. Porém quando ela ia adentrar no pátio do colégio os seus guardiões se puseram na frente dela e com olhares sérios a fizeram parar. - Tamao! Não entre! - Fique ai mesmo! - Ponchi! Conchi! O quê significa isso? Se for alguma brincadeira pervertida... Então ambos os espíritos apontaram para dentro do colégio e quando a jovem percebeu do quê se tratava ficara perplexa. Não havia ninguém no pátio do colégio, era impossível, era o horário de saída e sempre havia mães esperando os seus filhos e alunos indo para as suas casas, algo cheirava mal ali. - Mas o quê... – quando a menina encostou a mão no portão do colégio ela recebera um choque e então percebeu- Um campo de força...! - Temos que avisar os outros! – exclamou Ponchi- - É! –concordou Conchi- - Não! Não temos tempo para isso! Seja lá quem foi que fez isso deve ser muito poderoso... Conchi! Vá até o mestre Yoh e o chame imediatamente! Eu e Ponchi tentaremos achar o Hana! Mesmo contra a sua vontade o espírito de raposa foi o mais rápido que pode para a casa dos Asakura. Enquanto isso Tamao e Ponchi adentraram no pátio da escola, como era de se esperar uma grande carga negativa pousou sobre eles, era como se a menina tivesse uma bigorna nas costas, mas depois que conseguiu se acostumar viu diversas pessoas desmaiadas no chão, pareciam mortas. - Ponchi... –balbuciou a menina- - Estão vivas, mas se continuarem assim... - Primeiro vamos encontrar o Hana! Kami-sama permita que ele não esteja em perigo! Conforme a menina e o texugo adentravam na escola a “carga” tornava-se cada vez mais densa e maligna, para infelicidade dela a sala de Hana se encontrava no penúltimo andar e no final do corredor. Quando ela finalmente chegou ao corredor sentiu um aperto enorme no coração e teve que se apoiar na parede para não desmaiar. - Argh! –gemeu ela- - Tamao! –o texugo correu para perto de sua dona- - O que é isso? A xamã foi se arrastando até a janela e quando olhou através dela percebeu algo que não havia notado quando entrou na escola. O campo de força envolvia perfeitamente a área da construção, como se fosse uma semi-esfera vermelha com vários símbolos que pareciam ter sido desenhados com sangue puro. Novamente ela se arrastou até a porta de uma sala de aula e quando a abriu precisou colocar a mão na boca para não vomitar o café da manhã. O cheiro de morte impregnava a sala e vários alunos estavam caídos sobre as carteiras e muitos suspiravam como se estivessem tendo as suas almas arrancadas pouco a pouco. - Hana... – a menina começou a ficar realmente preocupada, porém sentiu novamente um peso sobre as suas costas- Isso significa que o inimigo está próximo? - Tamao! Cuidado! –alertou Ponchi- - Ei você! –exclamou uma voz- Texugo e xamã olharam para frente, no meio do corredor estava parado em pé um rapaz, devia ter no máximo dezessete anos e usava o uniforme do colégio, seus cabelos e olhos eram do tom azul-marinho e ele carregava embaixo do braço direito um pequeno livro com inscrições púrpuras nele. - Você está melhor do que eu esperava! –o rapaz colocou a mão esquerda na cintura e ergueu uma sobrancelha- Então, o quê acha? Gostou da minha obra? - Isso tudo, é obra sua? –berrou a menina- - Isso mesmo. –respondeu o outro calmamente- Eu estou no momento carente de almas e então resolvi criar este campo de força, sabe como é né? –sorriu o rapaz sarcasticamente- O tempo precisava ser preciso sabia? Se eu ativasse muito cedo, poderiam fugir ou muito tarde poderiam me encontrar. –enquanto explicava o rapaz falava normalmente, como se fosse algo normal criar campos de força para aprisionar almas- - Você... É um monstro! –a menina trincou os dentes enquanto falava- - Tenha cuidado Tamao! Não de papo pra esse cara! Vamos achar o Hana! –exclamou o texugo- - Conversar? –perguntou o rapaz- Nossa conversa começa agora. – os olhos dele brilharam malignamente- Você falou Hana... Por acaso seria Hana Asakura? Um frio na espinha percorreu o corpo da menina, se aquele demônio ousou colocar as mãos no pequeno Hana... Ela não se responsabilizaria por seus atos... - O quê você fez com ele? –berrou novamente a menina- Neste instante a gargalhada do rapaz fora a única coisa que se escutou na escola inteira, a maldita gargalhada de deboche ecoava pelo corredor, finalmente quando ele parou olhou para a xamã com um olhar superior e falou tranquilamente. - Eu realmente não queria ativar o campo de força... - Então pare! Você faz idéia do que está fazendo? - Ei, o que lhe dá o direito de me dar ordens? –o rapaz cerrou os olhos- Se você quer que eu pare devia se ajoelhar feito aquele menininho... –então ele apontou para o corpo inerte de Hana que estava na porta de uma das salas de aula- - HANA! –berrou Tamao- - Quando eu ativei o campo de força, ele ainda conseguia se mover. Apesar de todo mundo ter caído rapidamente, ele veio sozinho até mim cambaleante... Dizendo-me besteiras como, “Eu sei que você fez isso, pare agora mesmo”. Incrível não acha? – o tom do rapaz tornou-se irônico novamente- Ele realmente é um Asakura! Conforme o rapaz falava o ódio de Tamao ia crescendo cada vez mais ao ponto de que ela cerrou os punhos com tanta força que estava machucando a própria mão. O seu guardião ficara assustado com isso, ele nunca havia visto a sua mestra dessa forma, justamente ela que sempre fora tão gentil. - Mas, não tinha como eu parar, certo? –então ele fechou o cenho- Mesmo assim, ele se agarrou em mim e me deixou furioso. E depois de chutá-lo, ele não se mexeu mais! –então ele deu outra gargalhada- Nesse momento, ele provavelmente já está morto! – quando ele terminou a frase não conseguiu se controlar e começou a rir freneticamente- Neste instante o ódio de Tamao despertou e a menina começara a exalar uma aura rosa ao redor do seu corpo, as cargas negativas não a afetavam mais e ela se pôs de pé e encarou friamente o rapaz à sua frente. - Pela última vez... Desative o campo de força! - Se me odeia tanto assim, por que não me obriga, à força? – o olhar dele era de ironia para com ela- - Entendo. Então nossa conversa terminou! –ao terminar a frase a jovem partiu em disparada contra o rapaz que estava na sua frente- - Você é realmente uma idiota! Ao falar isso ele ergueu o seu livro e as inscrições púrpuras começaram a brilhar no mesmo instante em que as sombras das janelas que estavam perto dele se transformaram em energia e foram em direção à Tamao. - O idiota é você! –ela respondeu- Quando as sombras encontraram o corpo da jovem foi como se ela tivesse recebido um soco na boca do estômago, a dor fora imensa, porém ela se lembrou de tudo que o senhor Yoh havia sofrido no Shaman Fight, ou o quê a Anna sofreu quando pequena. Estas coisas lhe deram forças para ser mais forte que a dor. - Comparado com o que eles sofreram, essas coisas... – enquanto dizia a jovem continuava correndo, cada vez mais perto do seu agressor- - Pare! –ele se assustou ao ver que o seu ataque não surtira efeito- Não se aproxime! Porém quando Tamao estava prestes encostar o seu punho no meio da cara do infeliz uma estaca surgiu do nada e fez com que a menina recuasse com um salto. No mesmo instante uma bela mulher surgiu na frente do rapaz, com cabelos púrpuros e roupas pretas. Era impossível distinguir o seu olhar, pois ela usava uma venda nos olhos e em cada mão havia duas estacas que eram ligadas por uma corrente de ferro. - M-muito bem, Rider! –gaguejou o rapaz- Não tenha piedade dela! Antes que Tamao pudesse invocar o seu Over Soul a mulher começou a jogar as estacas nela, a primeira acertou o braço esquerdo, a segunda o ombro do mesmo braço, a terceira o joelho direito e a quarta foi na região direita da cintura dela. A mulher enquanto jogava uma estaca puxava a outra pela corrente, tornando assim os ataques rápidos e certeiros. Devido aos ferimentos a jovem cambaleou e ficou de joelhos no chão. - O quê você está fazendo Rider? – o próprio rapaz estava assustado com tal atitude- Já chega não acha? Se apresse e mate-a! Quando Tamao conseguiu ficar de pé a sua adversária se movimentou rapidamente e em instantes estava diante dela, erguendo a sua estaca estava pronta para atravessar o corpo da xamã, porém... “Over Soul! Angel-San!” A jovem conseguira ser mais rápida que a mulher então quando a estaca foi atingi-la ela na verdade acertou o escudo que Ponchi criara para proteger a sua mestra. - Estou surpresa –disse friamente a mulher examinando a ponta da estaca que havia se quebrado- Eu não posso matá-la com a minha lâmina. Então... Em um rápido movimento a mulher dera um chute lateral em Tamao, a força do golpe fora tanta que jogara a menina pela janela. Enquanto ela caia parecia que o tempo havia parado e diversos pensamentos vinham à sua mente. “Eu vou morrer desse jeito?” “Sem salvar alguém?” “Caindo... Dessa altura... Eu vou ser capaz de morrer sem salvar alguém?!” - NÃO! TAMAO! De repente alguém a pegou nos braços e ambos giraram no ar, a aterrissagem não fora das melhores, mas quando ela conseguiu abrir os olhos vira Yoh, sorrindo como sempre. - A Anna começou a passar mal e me mandou procurar por você e o Hana... –ele colocou Tamao delicadamente no chão- - Eu não tenho tempo para explicar! O senhor sabe o quê está acontecendo certo? –ao ver que Yoh fez que sim com a cabeça - Nós precisamos parar esse campo de força! Hana e os outros estão em perigo! - Eu entendi. Vamos! Nesse instante surge Conchi que arregala os olhos ao ver os ferimentos da sua mestra, porém ele sabia que não era hora para isso. Assim Yoh e Tamao subiram as escadas da escola, preparados para enfrentar um grande inimigo. Assim que chegaram ao andar onde Hana estava à mulher partiu voando para cima dos dois, num rápido movimento Yoh pegou a Harusame e a Futsu no Mitama e incorporou Amidamaru em ambas, criando uma espada da cor azul-celeste. Dando um empurrão em Tamao para que ela saísse da linha de frente ele repeliu o ataque da agressora, a jogando para o outro lado do corredor. Ela acrobaticamente pousou na outra extremidade, com as mãos no chão e pernas no ar ela as colocou no chão, empinando o quadril, como se fosse uma pantera prestes a dar o bote. - Então você apareceu... –ela sussurrou- - Eu vou derrotá-la aqui. –disse Yoh- E você cuide do mestre do campo de força! –ele se virou para Tamao- - Deixa comigo! – concordou a menina que começou a correr na direção do rapaz- - Agora você cuida de tudo! –exclamou o rapaz que entrou em pânico novamente- Tudo isso aconteceu porque você não a matou rapidamente! –ao ver que Tamao estava se aproximando, ele voltara a correr para o fim do corredor- Yoh pegara com mais força na sua espada e encarara a sua adversária, ela se posicionou levemente para trás e saltou para frente jogando uma estaca no xamã que perfeitamente a repeliu com um golpe, porém a corrente da segunda estaca se enroscou nos pulsos dele enquanto ele segurava espada. Com uma força descomunal, Rider começa a puxar a corrente, querendo trazer Yoh para perto de si e ele imediatamente puxa a corrente para o seu lado. Alguns segundos depois ele pega impulso e parte numa investida furiosa contra a mulher que se espanta com isso e usando a outra estaca como espada ela começa a duelar feito um espadachim trocando golpes ferozes com o xamã. - Volte aqui covarde! –berrava Tamao enquanto corria- - Não se aproxime! Não se aproxime! –gritava o rapaz que tropeçara e voltara a correr nesse instante o livro dele brilhou e novas sombras vieram na direção de Tamao- Ao ver as sombras ela imediatamente pegou a sua prancheta e com fúria nos olhos disse. “Over Soul! Angel-San!” Com a proteção do seu escudo as sombras nem fizeram cócegas na menina, ao ver que o seu ataque fora inútil o rapaz começara a tremer de medo e ao ver o olhar mortal de Tamao quase se borrou nas calças. - Rider! O quê você está fazendo Rider?! –berrava ele enquanto corria o máximo que podia- - Você é forte, como eu esperava, Yoh Asakura. –disse a mulher dando um passo para traz enquanto o rapaz investia outra vez contra ela- “Over Soul! Cupid-San!” O outro rapaz não tinha para onde correr, pois no final do corredor não havia saídas então quando ele se virou para Tamao viu uma, depois duas, três e finalmente quatro flechas douradas na sua direção. Cada flecha atingira um membro dele, prendendo-o na parede, friamente a jovem de cabelos rosados se aproximara, mirando a sua besta na altura do peito dele. - A minha próxima flecha irá acertá-lo no coração. Pare imediatamente este campo de força senão quiser morrer! - Você deve estar brincando... Porque eu iria te obedecer? –gemeu ele- - Então eu só tenho que te matar. Conchi! –o som da flecha se criando começara a ecoar pelo corredor- - RIDER! Pare a Fortaleza de Sangue! Agora mesmo! –berrou o rapaz com todas as suas forças- - Hunf. A mulher simplesmente largara a sua posição de luta e ficara de pé, com um estalar de dedos todo o campo de força, a atmosfera maligna, as toneladas de energia desapareceram, era como se nada houvesse acontecido. - Feliz agora? Então me solte! –o rapaz ainda estava preso pelas flechas de Tamao- - Não antes de você me dizer quem é o verdadeiro motivo por esta caçada de almas! Distraído pela conversa dos dois, Yoh não percebeu quando a misteriosa mulher se impulsionou para frente e passou por ele na velocidade da luz, a única coisa que ele foi capaz de fazer foi gritar para Tamao se afastar. - Rider. –tossia o rapaz- - Nós devemos sair deste lugar. –ela disse calmamente- - Tamao, afaste-se! – Yoh corria na direção deles agora- Ela está planejando liberar toda a energia que estava usando para manter o campo de força! - Liberar toda a energia? –a menina dera alguns passos para trás, assustada- - R-Rider, o quê você está pensando? –balbuciou o rapaz- Você nem mesmo conseguiu derrotar o Asakura! Não se atreva a fazer algo sem a minha permissão! - De fato, eu não sou adversária para Yoh Asakura. –o tom da voz dela era extremamente serena- Mas não tema. Meu Over Soul é superior ao de qualquer um, não importa quem seja o meu oponente –então ela deu um sorriso- Ninguém pode deter a minha explosão. Nesse instante ela ergue uma das suas estacas e a finca no próprio pescoço, então jatos de sangue se espalham pelo local e na frente dela o sangue forma um círculo que no seu interior era composto por dois quadrados, um formando um losango e o outro reto e dentro deles uma inscrição que lembrava o sol, brilhando num tom vermelho-sangue. De repente o círculo começou a emanar uma luz branca extremamente forte e um olho vermelho surgira e começara a encarar Yoh e Tamao, nesse instante o outro rapaz começara a gritar. - Tamao se afaste! Ela vai usar o Over Soul! Então duas grandes asas brancas surgiram, foi à última coisa que os dois conseguiram ver, pois após isso um grande clarão se espalhou pelo corredor e quando ele passou deixou um rastro de destruição considerável. Por sorte Yoh conseguira criar um escudo forte o suficiente para evitar maiores estragos. - Ela fez apenas o que disse... Usou seu Over Soul para sair deste lugar. –falou o xamã- Porém Tamao não conseguia mais escutar o seu tão adorado Yoh, a sua visão se ofuscara e as últimas coisas que ela conseguiu ouvir foi. - Tamao? TAMAO! Continua... |
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| Smart Angel | May 23 2008, 06:21 PM Post #17 |
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Presidente do fã clube YohXAnna 4 EVER!
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Malvada!!!! T_T Meu Hana está morto! T_T Tadinho do Hana-chan... E a Tamao ficou muito legal. o_o Ela lutou e foi demais! XD Adorei ela tentando salvar meu adorado Hana! ^^ Mas o Yoh ainda não viu o filho? o_o Quero vê-lo quando for para o corpo do filho e ver que ele está morto/morrendo... Vai ser tão triste... TT_TT ADOREI!!! =DDD |
![]() "Siga o caminho que vai trilhar usando o seu coração."- Nekomata no Matamune | |
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| Mari-chan~* | May 23 2008, 10:32 PM Post #18 |
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Humano
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Não sou malvada T_T Apenas atendi a pedidos da maioria xDD Bem, acabei me empolgando e escrevi mais um cap e vou postá-lo logo de uma vez mas plz, quero ver comentários sobre o outro cap também, quero mto saber oq acharam da luta xD Capítulo V – Entre a vida e a morte. - Ela fez apenas o que disse... Usou seu Over Soul para sair deste lugar. –falou o xamã- Porém Tamao não conseguia mais escutar o seu tão adorado Yoh, a sua visão se ofuscara e as últimas coisas que ela conseguiu ouvir foi. - Tamao? TAMAO! Após o momento de cólera da jovem o seu corpo começara a sentir os efeitos dos ferimentos e aos poucos ela foi perdendo a consciência até que desmaiou. Porém quando Yoh foi socorrê-la a voz de Amidamaru o impediu. O rapaz sabia do quê se tratava, mas o medo lhe fez hesitar por alguns instantes, finalmente ele se virou. - Hana! Yoh vira nada menos que o corpo de seu filho Hana Asakura, tão pequeno e dócil, encolhido em um canto, ele não aparentava ter grandes ferimentos, mas da mesma forma parecia não respirar, pois numa primeira analise ele não se movia. O rapaz não agüentou ver essa cena e imediatamente foi correndo até o filho e o pegou nos braços, apertando-o com toda a sua força, implorando para que ele desse o menor sinal de vida. - Pa... Pai? –gemeu o pequeno- - Hana! –os olhos de Yoh se encheram de lágrimas e um débil sorriso surgiu na face dele- - Eu... Fui... Corajoso? –as palavras eram ditas tão baixo que somente o pai conseguia ouvi-las- - Shh... Não fale filho. – Yoh deu um beijo na testa do pequeno- Entretanto a situação da criança não era das melhores, pois a única coisa que ele conseguiu fazer foi sorrir para o pai e novamente fechou os olhos. Nesse instante Yoh entrara em desespero, seu filho não podia ter morrido! Não! Era inaceitável isso! Porém fora o samurai que o fizera recuperar a consciência. - Yoh! Temos que levar Hana e Tamao para casa! Rápido! - Tem razão... –o olhar de Yoh não conseguia se desviar de Hana- Ponchi, Conchi, precisarei da ajuda de vocês. Enquanto isso dentro do Balneário Funbari a dona da pousada estava em prantos, alguns minutos após a saída de Tamao alguma coisa atingira o seu coração em cheio, Hana. Ela sabia que algo havia acontecido com o filho e se concentrando vira um vulto chutar o seu primogênito, a itako não agüentou ver isso e começou a berrar, foi assim que Yoh ficou sabendo do quê estava acontecendo e por sorte encontrou Conchi que no caminho explicou a situação para o xamã. - Anna... O Yoh vai trazer o Hana... – Manta tentava inutilmente acalmar a moça- - Eu... Preciso... Ir... Lá... A itako estava deitada no futon, pois após ter a visão do filho era como se ela sentisse a dor dele e num ato desesperado tentara absorver as dores espirituais que o filho estava sofrendo devido à Fortaleza de Sangue, porém nem mesmo ela conseguiu tal façanha e no final era como se ela estivesse sofrendo os efeitos do campo de força também. - Baixinho, trouxemos o quê você pediu. Na porta do quarto surgiram Marion e Matilda, ambas usando kimonos da pousada e com uma bacia de água e panos em mãos, pois a temperatura corporal de Anna estava subindo em uma velocidade incrível. - Muito obrigado! Venham me ajudar! –ordenou Manta- Imediatamente as duas meninas se aproximaram da itako e enquanto Macchi e Manta colocavam panos molhados na testa de Anna para fazer a temperatura voltar ao normal Marion olhou para eles e falou com o seu jeito frio de ser. - Não vai adiantar nada, ela está em um estado de semi-maldição. - Como assim Mari? –exclamou Matilda, surpresa- - Ela provavelmente mandou a própria alma para algum lugar onde ela foi rejeitada, isso a amaldiçoou. É provável que tenha sido algum campo de força extremamente poderoso. - Anna... –suspirou Manta- - Não há nada que possamos fazer Mari? – Matilda parara de molhar os panos e olhava séria para a sua companheira- - Somente um xamã com poderes de cura para conseguir salvá-la... – a garota abaixou o olhar e algumas mexas de cabelo taparam-lhe o rosto- Nesse instante Yoh e os outros entraram correndo dentro da casa, por sorte não era horário comercial então não havia outras pessoas além dos Asakura e amigos. Rapidamente Tamao e Hana foram colocados no mesmo quarto em que a itako, a situação da primeira era melhor, pois ela só tinha ferimentos pelo corpo, mas mãe e filho estavam em situações extremamente críticas. - Hana... –sussurrou Anna- Yoh então pegou delicadamente a mão da sua esposa, ele se encontrava entre os corpos de Anna e Hana, ambos inconscientes, enquanto isso Manta, Marion e Matilda tentavam fazer o quê podiam, mas nenhum deles conhecia grandes artes de cura. - Se o Fausto não tivesse... –Manta ia começar a frase mas Yoh o impediu com um gesto- - Não tenho tempo para pensar nos mortos! Minha esposa e filho estão quase morrendo! O quê eu faço?! –os olhos do rapaz estavam encharcados de lágrimas- - Parece que chegamos bem a tempo! –disse uma voz ao fundo- De repente aparecem duas pessoas na porta do quarto, o mais alto usava um longo casaco xadrez que lhe dava uma aparência de “Sherlock Holmes” e ao seu lado estava uma delicada jovem de longos cabelos prateados. Ela sorriu para todos que estavam no cômodo, inclusive para as “ex” servas de Hao e rapidamente se dirigiu para a itako e filho. - Não se preocupe Yoh Asakura. – a menina pegou na mão do rapaz e a cobriu com as suas- Eu hei de salvá-los! Apenas um simples sorriso da jovem xamã conseguiu impregnar todo o ar do quarto com uma aura de bondade e pureza. Delicadamente ela pediu que todos se afastassem dos corpos que estavam deitados e ela ficou de pé diante eles, encarando-os seriamente. Somente ela via as auras negras que rondavam os corpos de Hana e Anna, o quê ela não conseguia era entender o porquê daquilo, porém não era hora para isso. - Shamash! – o guardião apareceu flutuando entre as cabeças de mãe e filho- Vamos começar! Ao juntar as duas mãos em uma oração o corpo da menina começou a brilhar de uma forma tão intensa que cegara todos que estavam presentes no cômodo. Ao sentirem isso as auras malignas se intensificaram e com isso os gemidos de Anna e Hana. - Anna! – Yoh tentou ir até eles, mas Lyserg o parou- - Confie na senhorita Jeanne. - Ó, senhor, que estais no céu e na terra. Recuperai e curai estes corpos para que eles voltem a alojar as sementes brilhantes da luz! Então as duas auras que rondavam os corpos se uniram e um grito de dor ecoou nas mentes de todos os presentes, mas somente Jeanne enxergara o quê elas haviam formado: Dois olhos malignos. Ela escutou alguma coisa em latim, porém não conseguiu traduzir a frase, não se importando com isso ela liberou a sua energia ao máximo. - Desapareça espírito faminto! –ordenou a menina- Ao ouvir a ordem de sua mestra o espírito Shamash liberou a sua energia contra a entidade que rapidamente desapareceu antes que os raios luminosos conseguissem acertá-la. Alguns instantes depois tudo havia passado e Anna abrira os olhos. - Minha... Cabeça... –gemeu- Porém as suas dores desapareçam no momento em que ela vira o seu filho, Hana, sentado no futon olhando para todos com um olhar assustado como se não entendesse o quê estava acontecendo. Para piorar a situação do pequenino seus pais correram até ele e o apertaram tanto, beijaram tanto, choraram tanto que o coitado estava ficando sufocado em meio a tanto amor familiar. - Pai! Mãe! O quê deu em vocês dois? Parem! –implorara o menino que obviamente não fora escutado- Todos ali presentes sorriram satisfeitos ao verem que tudo havia passado. Mesmo Marion estava contente em ver uma família tão unida, mas ela não agüentou essa cena por muito tempo e discretamente se retirou do quarto. Matilda percebeu isso e foi atrás dela. - Mari? - Me deixe em paz. –ordenou- - Não! Você é minha amiga! Não vou te deixar! –exclamou a bruxa- Amiga? A xamã loira nunca havia ouvido essa palavra, as lágrimas vieram aos seus olhos e sem conseguir se controlar ela própria fora abraçar a “amiga” que a recebera de braços abertos. Após mais alguns minutos de carinho os pais de Hana finalmente deixaram o pequeno respirar, ele imediatamente foi correndo até o futon onde Tamao estava. A jovem parecia dormir pesadamente e tinha uma expressão de dor nos olhos. - Tamao... – o menino começara a chorar ao ver que ela havia se machucado- - Está tudo bem pequenino. – Jeanne afagara a cabeça da criança- Ela ficara bem! – sorriso- Depois de ter as suas feridas curadas a jovem de cabelos cor-de-rosa abrira os olhos e vira todos ao seu redor, ela chorara ao ver que Hana estava bem e dera-lhe um beijo estalado na testa. Recebeu cumprimentos de Yoh e de todos os espíritos e agradeceu à Jeanne por ter lhe curado. Porém ela não conseguira encarar Anna. - Afastem-se. –disse friamente a itako, Yoh tentou responder, mas o olhar dela disse tudo, rapidamente todos foram embora deixando as duas xamãs sozinhas- Você... Tamao fechara os olhos, sabia que receberia um tapa por ter sido tão estúpida por deixar Hana quase morrer, provavelmente seria expulsa da pensão e já planejava como iria viver quando sentiu algo quente ao redor do seu corpo. Quando abriu os olhos viu Anna dando-lhe um abraço apertado. - Obrigada... Por salvar o meu filho... Minha amiga... Ambas começaram a chorar instantaneamente e abraçaram-se mutuamente, elas não eram mais simplesmente rivais de amor ou patroa e empregada; eram amigas, unidas por duas mesmas razões: Yoh e Haha. O resto do dia seguiu-se tranquilamente, Yoh, Tamao e Hana explicaram aos outros o quê havia acontecido na escola; Marion e Matilda sobre como elas foram atacadas, o mesmo com Lyser e Jeanne. Todos estavam sentados na mesa de jantar enquanto Tamao servia às refeições, apesar dos últimos acontecimentos todos se alimentaram bem e riram durante a janta. - Ah Yoh, onde está o Ryu? –perguntou Lyserg enquanto entrava na fonte de água quente- - A Anna pediu para ele ir buscar o Horo-Horo quando as meninas chegaram. –respondeu calmamente Yoh- Acho que em alguns dias eles devem estar chegando! - Não vejo a hora de ver o tio Boro-boro! –exclamava Hana que nadava tranquilamente- - Isso me lembra os velhos tempos... –suspirou saudosamente Manta- - Velhos tempos? –perguntou Hana erguendo a sobrancelha para o seu padrinho- A verdade era que o pequeno não sabia dos detalhes do Shaman Fight, seus pais apenas haviam lhe contado que a participaram da luta e ela fora cancelada, só. Não contaram para ele sobre a luta com um tio que ele nunca ira conhecer e quantas mortes aconteceram. Yoh encarou seriamente o seu amigo e ele tratou de mudar de assunto, perguntando para o pequeno se ele já havia feito os exercícios de contabilidade que este havia lhe passado. Hana não desconfiou da mudança de assunto e respondeu que havia feito alguns, mas não todos. Finalmente a noite chegou e com ela a lua e estrelas que teimavam em iluminar o quarto do casal Asakura. Ambos estavam abraçados, um de frente para o outro, e sorriam, entrelaçavam as mãos e sorriam. - Não sei o quê seria de mim sem você e o nosso filho. –falou a itako, dando ênfase na palavra nosso- - Eu não seria nada sem vocês. –ele ficou em silêncio- Devo tudo a você Anna, eu te amo. - Yoh... Ela não conseguia resistir perante aquelas palavras tão sutis e instintivamente beijara-lhe nos lábios, em poucos minutos as carícias dele se tornaram mais ousadas arrancando gemidos dela. Com um sorriso nos lábios eles toraram-se um só, separaram-se e uniram-se diversas vezes naquela noite. Não eram xamãs, não eram Yoh e Anna, eram pais e principalmente, amantes... Continua... PS: Espero que os fãs de Yoh X Anna gostem do final, afinal de contas, eles são casados né gente #x_x# PS²: Angel espero que esse cap tenha te recompensado por ver o Hana sofrer no anterior xD |
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| Smart Angel | May 23 2008, 10:57 PM Post #19 |
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Presidente do fã clube YohXAnna 4 EVER!
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Lindo!!!! Adorei!!! *O* Adorei o Yoh preocupado com o filho, a Anna preocupado com o filho, o Yoh preocupado com a Anna, a Jeanne salvando todos, os abraõs e os meomentos em famílias e entre os dois pares de amigas e o final YohXAnna. Adorei! XDD Melhor capitulo!!! ^^ E sim, isso compensou... MAs aquele cara ainda tem que morrer por machucar o Hana-chan. u_u |
![]() "Siga o caminho que vai trilhar usando o seu coração."- Nekomata no Matamune | |
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| Felipe Asakura | May 25 2008, 11:21 PM Post #20 |
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Orlymh
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HAUHAUHAUHAUHAUHAUHHAU Gostei, gostei!!!!!! =D Continua!!!!! =D |
~~![]() Huh... Engraçado eu ter voltado aqui, e mudado minha sign. Acho que ninguém mais vem por aqui... xD Esse fórum me trás boas lembranças. Também algumas ruins, mas não deixa de trazer boas. Foi divertido ficar por aqui com o pessoal que foi parte de meu passado, e ainda está aqui no presente. Tenho muito a agradecer. Aqui só foi um lugar tão divertido por causa de vocês. Embora tivemos que mudar, que as mudanças tornem o que somos de uma maneira melhor. | |
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| Mari-chan~* | May 26 2008, 08:31 PM Post #21 |
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Humano
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Espero que estejam gostando da fic, então lá vai /o/ Capítulo VI – Amigos. Após os últimos acontecimentos todos entraram em constante estado de alerta, nunca se sabia quando iria ser o próximo ataque ou quem seria o próximo alvo. Anna e Yoh não deixavam o seu filho por nada neste mundo sozinho ou quando por motivos maiores – treinamento especial - isso acontecia sempre havia alguém de babá do pequeno. - Mas que saco, daqui a pouco eu to voltando a usar fraldas! –resmungava o menino- - Ô guri, para de reclamar, fica quietinho que depois eu te mostro umas revistas muito legais! –sugeriu Ponchi dando uma risadinha- - Revistas? – indagou a criança- - Ah, deixa que eu pego! –nesse momento Conchi dera um soco num dos quadros da casa e de trás dele caíra uma revista com uma temática nem um pouco adequada para o menino ler- Já ta na hora de você aprender umas coisinhas... Hehehe. Por pouco a inocência do menino não fora quebrada, para sorte da mãe de Hana surgiram nesse momento Marion e Matilda que encaram os dois espíritos de uma forma nada amigável. - Eu não acredito! –berrava a bruxa de cabelos ruivos- Primeiro tentam ver a gente tomando banho e agora isso! - Me dê um motivo pra eu não acabar com a raça de vocês... –a outra xamã erguera o seu boneco que imediatamente apontara a sua arma para os dois espíritos- - Ei! Por que vocês não me falaram que tinham essas revistas escondidas pela casa? –perguntara o menino que começara a folhear uma das revistas enquanto os outros estavam distraídos- - HANA! –griatara Tamao que imediatamente arrancou a revista das mãos do menino e encarara-o seriamente- Você não tem idade para ler essas coisas! Entendeu-me rapazinho? A jovem havia chegado à sala ao ouvir os gritos de Macchi e quase tivera um “piripaque” ao ver o quê Hana estava fazendo. Imediatamente Ponchi e Conchi saíram correndo em disparada para fugirem do castigo com Chuck e Jack no seu encalço, ao fundo podia-se ouvir a voz exaltada de Matilda rogando pragas para os espíritos de baixo calão. - Mas Tamao! –argumentava o menino que era puxado pela orelha pela garota- - Eu não acredito Hana! Quantas vezes eu já te falei pra não dar trela pro Ponchi e pro Conchi? –a menina estava inconformada- Se a Anna te pega vendo aquelas revistas ela ME mata! - O quê houve Tamao? –perguntou Anna- Eu vim até a cozinha pegar um copo d’ água enquanto o Yoh treinava e ouvi a barulheira toda, o quê aconteceu? - Ah... Um... Como eu vou dizer... - As meninas pegaram o Ponchi e o Conchi me mostrando umas revistas de mulher pelada. – o menino dissera isso na maior tranqüilidade- Alguns segundos passaram-se em silêncio, pois nem Tamao e muito menos Anna acreditavam que Hana havia dito aquilo de forma tão simples, mas de fato ele era honesto isso elas não podiam negar. Anna simplesmente deu um suspiro de reprovação e olhou seriamente para o filho. - Hana Asakura. Se eu descobrir que o senhor andou vendo essas revistas o seu pai vai receber mais um companheiro durante os treinamentos dele, entendido? - SIM MAMÃE! –mais que imediatamente o menino respondera e saíra correndo para o seu quarto- - Me desculpe dona Anna! Eu nem sei como me explicar! –balbuciou a menina- - Está tudo bem Tamao, mas aqueles dois me pagam... Do lado de fora da casa os dois espíritos conseguiram fugir das suas perseguidoras depois de muito esforço. Aliviados sentaram-se no pátio e começaram a rir da vida. Quando de repente dois vultos enormes, um azul e o outro vermelho os encaram e eles sabiam o quê tinham que fazer: Correr para salvar suas peles. - Eu não sabia que o clima nessa casa era tão agradável Lyserg! –exclamava Jeanne levando uma xícara de chá aos lábios- - Que bom que a senhorita está se divertindo! –respondera o rapaz sorrindo para ela- Os dois estavam aproveitando o lindo dia de sol para tomar um pouco de chá, ele pensou em interferir na perseguição aos espíritos, porém a menina fizera um sinal para ficar onde estava. Ela estava se divertindo muito desde que chegaram à casa de Yoh e Anna. Depois de salvar as vidas da dona da pousada e do filho dela as coisas estavam indo tranquilamente e mais três dias haviam se passado, finalmente a menina estava descobrindo o quê era viver entre amigos. - Vejo que você está muito contente senhorita Jeanne! –dissera Tamao que chegara para servir mais chá para eles- - Oh! Sim! Muito mesmo! –exclamara a menina, rindo- - Não quer tomar chá conosco Tamao? –perguntou Lyserg de uma forma tão doce que fizera a menina corar- - Não! Não posso! Tenho que cuidar do almoço! Muito obrigada! –antes que ficasse mais vermelha a jovem fora correndo para a cozinha- Nesse momento Marion e Matilda estavam voltando da caçada, no momento que os olhares delas e os de Jeanne se cruzaram alguns segundos de silêncio seguiram-se e Lyserg ficou com medo da reação da menina perante as garotas, porém ela surpreendendo todos se levantou e erguendo levemente as bainhas do vestido cumprimentara-as. - Muito prazer em conhecê-las! –sorrira- Espero que possamos esquecer nossas diferenças, sim? Por algum tempo as duas garotas não souberam o quê dizer, seria uma armadilha daquela doida torturadora? Será que aquela expressão doce não era uma mentira? Marion parecera ignorar o cumprimento e entrara na casa imediatamente enquanto Matilda meio constrangida foi se apresentar ao casal. - Desculpe a Mari, ela não é muito social... –suspirara enquanto apertava as mãos de Jeanne e Lyserg- - Está tudo bem – respondera Lyserg- Muito prazer, me chamo Lyserg Diethel. - Podem me chamar de Matilda Matisse –respondera a bruxa- E quanto ao passado é melhor deixar ele para trás, afinal de contas estamos todos do mesmo lado agora não é? Agora se me derem licença... A xamã também entrara na casa e fora procurar a sua amiga, enquanto isso Lyserg e Jeanne discutiam sobre diversos assuntos quando um barulho de moto fez com que todos parassem os seus afazeres. Anna parara de torturar/treinar Yoh; Tamao parara de cozinhar; Ponchi e Conchi pararam de ser perseguidos, todos pararam perante o cara topetudo e o xamã ainu que chegavam. - Horo-Horo! Ryu! –exclamara Yoh que havia largado os treinos para cumprimentar os amigos- - Patrão Yoh! –acenou Ryu- - Eae Yoh! – dissera Horo-Horo enquanto eles apertavam as mãos- A tua patroa doida anda te treinando amigo? – riu- - A patroa doida ouviu tudo Horo-Horo. –sibilou Anna- E depois que você fizer as compras da pousada vai treinar junto com o Yoh por causa dessa afronta. –a jovem dera as costas, mas antes virou o rosto- Ryu você também vai treinar. –porém antes de ir ela se virou novamente, desta vez para o seu marido- Yoh, por sair no meio do treinamento ficara sem janta esta noite. –finalmente ela saiu- - QUEM DISSE QUE EU VOU FAZER AS COMPRAS SUA MONSTRA?! –berrara Horo-Horo - Algumas pessoas em sã consciência diriam que o xamã ainu não amava a própria vida e antes que Anna cometesse um homicídio, Jeanne delicadamente se levantara e dera um sorriso para o rapaz. - Não se preocupe, eu vou com você. Está bem? - Ahn... Hmmm... Ah... – o xamã estava em estado de choque- - Cuidado, esse cara é tarado. Se ele tentar algo me avise. –alertou Anna- Após mais alguns minutos de redenção devido o fato de finalmente ele estar saindo com uma garota, mesmo que seja para fazer compras, o deixara extremamente feliz. Jeanne havia crescido e se ela era fofinha quando pequena agora era bela, extremamente bela. - Algum problema, Horo-Horo? –perguntou a menina ao notar que ele a observava- - N-n-não, s-senhorita Jeanne! – era óbvio que ele estava nervoso perto dela- - Por favor, me chame de Jeanne. –disse ela tristemente- - Senhori... Jeanne? –indagou ele se aproximando dela- - Eu não gosto quando me tratam dessa maneira, me sinto distante... Como se eu fosse diferente... –ela virara o rosto e rapidamente secara uma lágrima- Realmente a jovem que estava na frente de Horo-Horo não era a mesma menina que ele conhecera seis anos atrás. Não era só no físico que ela havia amadurecido; sua personalidade também mudara, porém uma coisa continuava a mesma: as maneiras gentis que sempre o cativaram. - Não seja por isso! –disse ele sorrindo- Vamos Jeanne! Se a gente não fizer as essas benditas compras aquela monstra vai nos por no treinamento dela! –só de imaginar essa hipótese o rapaz começara a sentir calafrios- - Por mim tudo bem, eu tenho resistência a treinamentos árduos... –mais uma vez a expressão dela se tornara sádica- A menina se lembrara do seu instrumento usado para aumentar a sua força oracular: A dama-de-ferro. Desde o final da Shaman Fight a menina nunca mais se usara desses métodos para aumentar suas forças, não havia mais Hao para ser derrotado, não havia mais motivos para ela lutar. Enquanto pensava nessas coisas ela acabara tropeçando em uma pedra que estava no caminho e lentamente começara a cair, porém algo a segurou. - Jeanne! – berrara o xamã que havia trazido a menina para perto de si antes que ela caísse- O calor do corpo do rapaz junto ao seu, o toque da pele dele na sua, o olhar dele penetrante de tal forma que parecia ver através da sua alma. Jeanne sentira pela primeira vez na sua vida o coração disparar, a barriga esfriar e as pernas tremerem. O quê seria tudo isso? Só a presença de um homem perto dela? Estivera sempre perto de Lyserg e nunca havia sentido algo assim, uma parte dela berrava para se afastar dali, mas o seu corpo não se mexia e aos poucos ele foi se aproximando dela, ao sentir a respiração dele na sua face, ela arregalou os olhos e fitou os dele que eram tão ternos para com ela. - AHHHHHHHHH! Apesar da vontade de gritar não fora Jeanne que emitira tal som, todas as pessoas que estavam na rua pararam para ver de onde vinha, mas ninguém sabia e continuaram as suas vidas. Porém os dois xamãs notaram que o grito vinha de um beco que estava perto deles. - Vamos! –disseram os dois- Ao chegarem a tal beco viram o corpo imóvel de uma garota jogado no lixo, ela não aparentava grandes ferimentos, apenas os olhos arregalados e sem vida. Lentamente os dois xamãs se aproximaram dela e então Horo-Horo olhou para o muro que havia no final do beco. - Seja lá quem a atacou fugiu por ali –apontou- Tem uma floresta que é reserva nacional aqui do lado, como ela está? Só inconsciente? -É claro que não. –o olhar de Jeanne era sério- A energia vital dela, origem da vida, foi sugada. Se a deixarmos desse jeito, ela morrerá. –finalizou- - Morrer? Mas ela nem está ferida, tem certeza? – o rapaz parecia incrédulo, nunca havia ouvido falar de algo parecido- - Visivelmente, ela parece estar bem, mas tudo em seu interior foi sugado. – então Jeanne lentamente se pôs de joelhos perto da cabeça da menina- Afaste-se, eu posso cuidar disso. Então Jeanne erguera a mão direita sobre a cabeça da menina e começara a transferir um pouco da sua própria energia. Uma tênue aura surgiu entre ambas, ligando-as enquanto a xamã se concentrava. - Que coisa, não consigo me concentrar! Tem algo ou alguém nos observando! –exclamou- - Hum? Logo após o termino da frase uma estaca surgira no ar e fora em direção à cabeça de Jeanne que estava de costas para o artefato, concentrando as suas energias. Ao ver isso o rapaz rapidamente esticou o braço, colocando-o na linha do projétil que o acertou em cheio, causando um rombo no membro de Horo-Horo, porém não chegando nem perto de Jeanne. -Horo-Horo... –a menina estava perplexa e então observou a estaca desaparecer no ar- Tem... Tem um buraco no seu braço! - Jeanne, cuide dessa garota. – rapidamente o rapaz saltara por cima do muro e fora atrás de quem atirara a estaca, que obviamente viera de dentro da floresta- - Horo-Horo! Era tarde demais, o rapaz já havia ido embora e enquanto caminhava sentia uma dor extremamente desagradável no seu braço direito, enquanto isso diversos pensamentos rodeavam a sua mente: “Como alguém pode jogar uma coisa dessas na Jeanne... Na cabeça de uma garota?!” então ele adentra na floresta e Kororo imediatamente surge, ambos ficando em estados de alerta. - Deve ter vindo deste lado... - Kuru... - Posso sentir, eu não sei por que, mas a pessoa que atacou aquela garota... E atirou aquela adaga na Jeanne... Está muito próxima! Aos poucos ele fora adentrando mais ainda na floresta e percebeu algo no mínimo estranho: névoa. Era um dia ensolarado então era impossível dentro daquela floresta ter um nevoeiro daqueles. A visibilidade do rapaz era mínima e nesse instante ele pegou o seu Ikupasui, era o mesmo que a irmã lhe dera quando este entrou no Shaman Fight. - Ei! Eu sei que você está ai! Se você for gentil eu posso até te perdoar sabia? –berrou- Então ele ouviu o barulho de uma corrente e algo fez com que todos os músculos do seu braço direito fossem esticados arrancando um grito de dor dele, neste instante um vulto surgiu e rapidamente tentou cortar a cabeça do xamã que conseguiu se desviar do golpe, mas isso se lhe rendeu um corte na altura da garganta. - Mas o quê? –ele passou a mão no ferimento e viu os dedos ensangüentados – Quando ele menos esperava uma mulher “pousou” na sua frente, ela caiu praticamente de quatro na sua frente, como se fosse um felino em posição de ataque. O xamão não conseguiu distinguir muito a aparência dela, pois a névoa era grande, somente viu longos cabelos púrpuros. - Quem é você?! –ordenou- - Hunf. Nesse instante ela saltara e se embrenhara na névoa, imediatamente o xamã incorporou a Kororo no Ikupasui e ele escutava o barulho de corrente se movendo ao seu redor, quando este ficou mais alto ele rapidamente golpeou o ar atrás de si, repelindo um ataque pelas costas da mulher que voltou a se esconder na névoa. O barulho da corrente era a única coisa que o xamã conseguia escutar. - Onde? Onde está? Com certeza ela está me vigiando... –pensou- - Estou surpresa. –a voz dela parecia vir de todos os lugares- Você não vai chamar a sua amiga xamã de classe divina? - Eu não preciso de ajuda pra acabar com você! - É mesmo? Você irá se lamentar por parecer durão. - Onde você está sua covarde?! Novamente o barulho das correntes e a dor no braço direito o distraíram, mas a voz dela o fez voltar à realidade. - É difícil caçar, seriamente alguém tão estúpido. Então devo alterar os meus métodos. –disse calmamente- Eu te matarei gentilmente. –um discreto riso ecoou nos ouvidos do xamã- Quando ele se virou lá estava ela, a mulher que o atacava implacavelmente, ao perceber que fora descoberta simplesmente mexera a sua corrente e uma estaca foi na direção do xamã que mais uma vez repeliu o golpe enquanto ela se escondia nas névoas de novo. - Hunf! Você não é grande coisa! –disse confiante- Eu acho você inferior, comparada aos outros inimigos que já enfrentei! Após terminar a frase o rapaz começara a correr, ele sabia que era inútil ficar lutando em um terreno onde o inimigo tinha vantagem e por algum motivo estranho ele não conseguia elevar muito a sua Over Soul, era como se uma barreira o impedisse de lutar, por isso ele só conseguia repelir simples ataques. - Só mais um pouco... Eu consigo! – Horo-Horo já estava vendo o final do parque, sem névoa logo adiante- - Não, esse é o fim para você. –ela respondeu- Dessa vez o barulho da corrente fora mais alto e a dor insuportável ao ponto que Horo-Horo caiu no chão e a sua Over Soul se desfez, no momento que a koropokkuru se materializou uma aura púrpura a envolveu e ela caiu no chão, imóvel. - Kororo... –gemeu o xamã- - Você foi capturado por mim desde o começo. –disse a mulher surgindo atrás dele e fazendo um movimento de puxo com a mão esquerda e imediatamente o braço direito de Horo-Horo reagiu- - Mas o quê?! - Você ainda não entendeu? A adaga que eu apunhalei no seu braço é uma estaca conectada à minha corrente. –então a mesma estaca que havia desaparecido surgira fincada no braço do xamã- - A sua... Estaca? –agora o rapaz vira o artefato cravado no seu braço- Sem ao menos dizer uma palavra a mulher sacudira a corrente com tal força que fizera Horo-Horo alçar vôo, arrancando gritos de dor dele. Ele quando deu por si estava suspenso no ar, pois a corrente que ligava a estaca no seu braço se enroscara no galho de uma árvore. No fim da corrente estava a mulher pronta para atacar. Não se dando por vencido o rapaz começara a tentar se soltar da estaca, mas só conseguira se virar para observar o seu algoz. - Que coragem da sua parte –ela rira discretamente de novo- Você escolheu justamente a opção mais dolorosa. - Desgraçada! –rosnou ele- - A propósito, você disse algo interessante agora pouco... –falou ela num tom ameno- Que eu era inferior, comparada aos seus outros inimigos? Enquanto isso o xamã ainda tentava se soltar de todas as formas, mas era como se a estaca estivesse colada no seu braço. Então a mulher apareceu flutuando na frente dele, se ela não usasse uma venda ele diria que ela o olhava nos olhos. - Eu devo corrigir essa sua primeira impressão. –ao terminar ela pousou novamente no chão e se posicionou para atacar- Finalmente o xamã estava arrancando a estaca do seu braço, mas nesse instante a mulher arremessa a que estava na sua mão, porém quando ela estava no caminho de acertar o rapaz um raio de energia branco a destruiu e em seguida destruiu a corrente que prendia Horo-Horo, fazendo com que ele caísse no chão. Rapidamente a mulher se joga na névoa que logo em seguida começa a sumir também. - Horo-Horo você está bem?! –berrava Jeanne que vinha correndo na sua direção- Finalmente os dois saíram daquela maldita floresta e se encontravam em um banco do parque. O sol já estava se pondo no horizonte e Jeanne terminava de curar os ferimentos do xamã que sacudia o braço para provar que ele estava bem. - Agora, quem era aquela? –perguntou ela- - Não faço a menor idéia, mas a energia dela... - Não era humana. –finalizou a menina- - Mas enfim, como está aquela garota? - Não se preocupe –sorriu- Eu consegui mantê-la viva. –ao terminar a menina se levantou- Porém antes que ela fosse embora o xamã pegara o pulso dela e também se levantara, olhando-a nos olhos disse. - Obrigado Jeanne. Após terminar a frase ele a abraçou com tanta força que fizera a menina sentir as mesmas sensações de antes, mas agora ela deixara-se levar e retribuíra o abraço de forma carinhosa. - Pode contar sempre comigo, Horo-Horo. Continua... HoroxJeanne 4ever and ever
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| Smart Angel | May 27 2008, 06:26 PM Post #22 |
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Presidente do fã clube YohXAnna 4 EVER!
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Adorei!!!! =DDDD Ficou muito bom!!! ^^ VOu matar Ponchi e Konchi por tentarem mostrar tais revistas para o meu Hana. u_u Eu adorei a cena HoroXJeanne!!!! ^^ Foi tão kawaii!!! *o* Mas antes eu jurava que você tinha feito uma cena LysergXTamao! XD Juro!! Pareceu que você colocou os dois juntos. XD Mas o Yoh-kun quase não apareceu nesse capitulo... T_T Atualize logo! |
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| Mari-chan~* | May 27 2008, 07:56 PM Post #23 |
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Humano
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Nha que bom que você gosto *-* Realmente, até eu depois que eu escrevi fiquei com raiva daqueles dois ù.ú Não não, é que eu só quis fazer a Tamao toda tímida de sempre, por isso pareceu uma cena deles mas ela agiria daquela forma com qualquer pessoa xD E pode deixa que eu vou tentar fazer o Yoh aparecer mais =D E com vocês...Mais um capítulo /o/ Capítulo VII – Rainha das trevas. O homem caminhava entre os corredores medievais de um grande castelo, do lado de fora se ouvia gemidos de dor e angústia. A sua manta já estava mais surrada do que há seis anos e seus longos cabelos bagunçados. A feição dele era de raiva, fúria e atrás de si uma horda de onis o seguia veemente. Finalmente chegara ao salão principal onde Ela estava. Há cerca de mil anos ele era um grande Onmyôji, vivia muito bem apesar da miséria do seu país, mas nem todas as riquezas do mundo traíram de volta sua mãe que fora morta brutalmente pelos homens. Nessa mesma época Ela apareceu, tinha feições tão gentis que nunca revelariam suas reais intenções... - Se você quiser, eu posso trazê-la de volta. E ainda lhe darei a chance de se vingar dos homens que lhe fizeram tanto mal... A proposta dela soara-lhe nos ouvidos como a mais doce melodia, o xamã imediatamente havia aceitado a proposta. Então ele conheceu a nova razão da sua existência: O Shaman Fight. Infelizmente para ele seria impossível participar do torneio da sua era, pois este já havia sido realizado, porém... - Eu lhe darei a chance de ressuscitar a cada quinhentos anos, entretanto... As suas memórias foram interrompidas com o estrondo das grandes portas sendo abertas. Era um salão magnífico, havia uma miscelânea de estilos que contrastavam muito bem. Ao fundo um grande sofá vermelho com braços de madeira extremamente trabalhada e lá estava Ela, deitada no sofá com a cabeça apoiada no braço direito que repousava no encosto do assento. Então ele vira outro alguém, de cabelos e olhos azuis, cara assustada, tratava-se do homem que quase matara o seu sobrinho. O sangue fervera, ele o encara e rapidamente falou. - Morra. - AHHHHHHHH! –berrou o rapaz- A horda de Onis imediatamente partira pra cima do indivíduo que só soubera gritar pela ajuda da sua senhora. Uma leve risada feminina ecoou no aposento e com um estalar de dedos todos os servos do xamã foram paralisados. - Acho que... – ela então se levantara- Você se esqueceu quem é a senhora deste castelo... Nesse instante todos os demônios se ajoelharam perante Ela. Enquanto descia a pequena escada que elevava o sofá onde estava às trevas cobriam o seu corpo nu. Primeiro formaram um longo vestido negro que ia até a região do busto, por cima surgira um vestido vermelho que lhe cobria os ombros e ia até os cotovelos, pois as mangas eram abertas a partir daí deixando o resto do braço à mostra e algumas partes do tecido preto visíveis. - Você é patético. –ela sussurrou- Na sua cabeça surgira uma grande coroa negra que nas suas pontas eram repletas de rubis e após isso um longo véu negro semitransparente se esticou ao longo dos cabelos dela que iam além da cintura. Como se fosse parte da coroa, na sua face surgira uma máscara digna do “Fantasma da Ópera” só que lhe tapava uma parte do rosto, metade branca e metade negra, deixando apenas os olhos e lábios à mostra. - O quê você pensa que está fazendo –ela suspirou- Hao? Hao não esperava tanto poder, seus Onis simplesmente curvaram-se de medo perante Ela. O quê ele poderia fazer sem um espírito guardião? Absolutamente nada. - Você me traiu! –vociferou ele- Esse desgraçado! –apontando para o rapaz- Atacou... - Hana Asakura. –ela completou- Eu sei, eu ordenei isso, pois quis testar a força do menino. –ela sorriu e levou um dos dedos aos lábios, pensativa- Mas de fato, houve uma traição, há seis anos. De repente Ela estava na frente de do xamã que sentira um perfume tão doce, tão hipnotizador que ficara atordoado por alguns instantes. Enquanto isso ela erguera a mão direita e então sombras cobriram-lhe o punho que se transformara numa garra monstruosa. - Você me traiu ao falhar em se tornar o Shaman King. –finalizou- O som do tapa ecoou por todo o salão, mas para infelicidade do xamã as garras dela se cravaram na sua pele, rasgando-a e a sua força era tanta que o fez cair no chão. Uma poça de sangue se formara e ele encostou a mão na ferida e constatou que a face esquerda estava em carne viva, sagrando. Logo após o tabefe a garra monstruosa voltara a ser a delicada mão que agora era levada à boca, provando o sangue dele. - Essa foi apenas uma pequena prova do meu poder. Agora, ajoelhe-se e peça perdão por tal rebeldia. - Hunf! –ele cuspira o próprio sangue no vestido dela- Vá pro céu, maldita. Os olhos dela brilhavam mortalmente após tais ofensas, a sua voz que era gentil tornara-se assustadora, pois parecia o demônio falando, o rapaz que estava longe deles começara a tremer de medo. - EU MANDEI FICAR DE JOELHOS! AGORA! –ela apontara o dedo indicador para o xamã que estava no chão- Nesse instante ele sentira um grande peso nas suas costas que não o deixava respirar e o seu corpo começara a se mover contra a sua própria vontade, em poucos instantes ele estava de joelhos perante Ela. - Desgraçada... –sussurrou- Ela dera uma longa risada e finalmente dera as costas para ele, nesse instante o seu vestido roçara na face dele e a ferida no seu rosto fora curada, enquanto caminhava de volta ao sofá ela falava. - Mas me diga meu querido, os Asakura ainda acham que você fez um pacto com um Deus que controla a vida? –o tom de deboche na voz dela era claro- - Para eles não importa com quem eu fiz esse pacto, só importa me destruir. –finalizou- - Então eu devo fazer eles se lembrarem que Deuses não negociam com mortais. Eles não descem de seus altares para ouvirem os pedidos dos seus devotos. –uma aura maligna surgira ao redor dela- Está mais do quê na hora deles saberem a verdade, não acha? - Não creio que mudará muita coisa saberem que eu vendi minha alma a Lili... Porém ele parara de falar quando uma nova onda de peso o fez grudar o rosto no chão, então ela lentamente virou o seu rosto para ele. - Não ouse dizer o meu nome – ela sorriu maliciosamente- Mas foi uma boa coisa você ter vindo Hao. Preciso de um serviço seu. - E o quê te faz pensar que eu vou obedecer? Nosso pacto se resume apenas ao Shaman Fight. –disse ele ficando de pé, quebrando a energia que o cercava e começando a emanar a própria energia- - Dois simples motivos. O primeiro é que eu posso matá-lo agora mesmo, ainda não sei porque te salvei seis anos atrás. – disse se virando novamente para o xamã- E o segundo... –estalou os dedos- Do teto do salão despencou uma gaiola gigante, o impacto que ela causou ao chegar ao chão assustara a horda de Onis que ainda se encontrava no local. Dentro da gaiola havia uma mulher, japonesa, de longos cabelos escuros e usando um kimono antigo, levemente chamuscado. Tratava-se de ninguém menos que Asano Ha, mãe de Hao. - Reconhece? –riu ela- - Mas como... –ele estava incrédulo- - Você realmente desconhece as minhas capacidades, meu caro Hao. Pois bem –ela estalou novamente os dedos e a gaiola começara a pegar fogo, fazendo a mulher que estava dentro dela gritar de pavor- Calma, não precisa tentar usar os seus Onis, isso foi apenas uma representação do quê irá acontecer com a sua querida mamãe se você não me obedecer. –sorriu- - Liberte minha mãe... Agora... –a aura do xamã ardia de ódio- - Fale com mais respeito. Ela apertara a mão direita e então o xamã sentiu o seu coração se apertar, era como se ela literalmente estivesse apertando o coração de Hao o máximo que podia, ele não estava conseguindo respirar direito e enquanto isso ela dizia calmamente. - Eu preciso de um bode expiatório, então você se responsabilizara por todos os ataques entendido? –ela abriu a mão- Eu lhe darei um sinal e só então você se mostrara aos Asakura, e você já sabe o quê vai acontecer se eu ouvir uma recusa não é? - Sim... O xamã fez uma mensura e rapidamente saíra do salão, era óbvio que ele iria cumprir essa ordem. Mas nada o impedia de tramar os seus próprios planos, afinal de contas ele ainda tinha a chance de se livrar daquela detestável criatura que o pacto de mil anos atrás o prendia. E ainda tinha que libertar a alma de sua mãe, realmente, havia muitas coisas a serem feitas. - M-m-mestra? –perguntou o rapaz, agora que Hao fora embora ele estava mais calmo- - Me dê um momento sim? –disse ela pegando ar- Vá, vá, cace as almas da família Tao, mate todos os filhos de Eva que encontrar no seu caminho... Mais que imediatamente o serviçal se retirara do aposento. Logo após a sua saída Ela cambaleara um pouco, pois havia usado muita energia para segurar os ataques de Hao, apesar de não ter deixado isso ser percebido em nenhum momento a força do xamã era impressionante e ela realmente precisou gastar suas energias para segurar o ataque dele. - Hunf... –disse se sentando no seu sofá e erguendo a mão direita- Enquanto eu os tiver... –então cinco cartas de baralho surgiram na sua mão, formando um leque- Não tenho o quê temer, e em breve meus servos me trarão as almas que necessito... Nesse instante a mente dela visualizava nada menos que pousada dos Asakura... Continua... |
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| Smart Angel | May 27 2008, 08:26 PM Post #24 |
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Presidente do fã clube YohXAnna 4 EVER!
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*sem palavras* . . . . . . . . O__________________O Nossa! Adorei o capitulo" Sério! Foi um dos melhores! Pobre Hao-sama... TT____________________TT Você o torturou legal! Malvada! Não machuque o muito o Hao-sama. Melhro atualizar logo! *falando por mania porque sabe que você sempre atualiza rapido, diferente de mim* |
![]() "Siga o caminho que vai trilhar usando o seu coração."- Nekomata no Matamune | |
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| Felipe Asakura | Jun 3 2008, 01:54 PM Post #25 |
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Orlymh
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Bem feito pro Hao!!! ... ... xD Brincadeira... Coitado ._. Continua!!!!!! 8D |
~~![]() Huh... Engraçado eu ter voltado aqui, e mudado minha sign. Acho que ninguém mais vem por aqui... xD Esse fórum me trás boas lembranças. Também algumas ruins, mas não deixa de trazer boas. Foi divertido ficar por aqui com o pessoal que foi parte de meu passado, e ainda está aqui no presente. Tenho muito a agradecer. Aqui só foi um lugar tão divertido por causa de vocês. Embora tivemos que mudar, que as mudanças tornem o que somos de uma maneira melhor. | |
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| Suprema Onmyoji Isah | Jun 3 2008, 09:25 PM Post #26 |
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Leaf Shikigami
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Ai ai ai @__@ Minina como vc escreve! Eu ainda não consegui ler 50% da fic! XDDD MAS EU QUERO MT LER Por isso ainda nao postei Mas relaxa que eu leio @__@ MAS CARA VC ESCREVE MT RAPIDO! XD COMO QUERIA SER Q NEM VC XD! E o pior escreve rapido e BEM *-* QND ACABAR DE LEER EU COMEENTO 8DD |
![]() "Quer comparar" Filha: Smart Angel Marido: Fausto_VXD Marida: Anna Kyouyama MENHA COLEÇÃO DE SK 8D ![]()
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| Smart Angel | Jun 3 2008, 09:32 PM Post #27 |
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Presidente do fã clube YohXAnna 4 EVER!
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Verdade... Ela escreve rapido (para a nossa alegria), bem e consegue fazer batalhas de uma forma tããããããããoooooo legal!!! *O* |
![]() "Siga o caminho que vai trilhar usando o seu coração."- Nekomata no Matamune | |
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| Mari-chan~* | Jun 4 2008, 10:46 PM Post #28 |
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Humano
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Nha gente, não sabem como eu fico feliz de ver que vocês estão gostando da minha fic, fico muito contente mesmo! *-* Eu sei que to demorando pra esse cap mas a minha vida de pré-vestibular ta me roubando mto tempo ù.ú Mas esse cap vai recompensar a espera, e podem deixar que vai ter lutinha nesse >=D |
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| Mari-chan~* | Jun 6 2008, 09:43 PM Post #29 |
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Humano
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Primeiramente sorry pelo post duplo, mas eu quis postar logo de uma vez o novo cap da fic =] Queria agradecer a um amigo meu que tem me ajudado muito quanto a idéias, ele não tá registrado no fórum (não ainda ) Thanks cherrie ;)PS: Se alguém estiver interessado eu farei uma ficha dos principais vilões da fic, contando a história deles em alguns casos ^^ Capítulo VIII – Batalha sob o Luar. Entre uma cadeia de montanhas havia uma mansão, escondida de tudo e todos nela habitam os membros da família Tao. Xamãs controladores de cadáveres; é claro que a maioria das pessoas desconhece tal lado desta família e apenas os vêem como grandes empresários chineses. O herdeiro da família não se orgulhava do passado desta, havia mortes demais sujando o seu nome, dizia ele, por esse motivo o rapaz passava mais tempo dentro de escritórios ou em salas de treinamento do quê na sua própria “casa”. Finalmente a noite caíra nas montanhas, com isso todos os membros da família se recolheram em seus aposentos e calmamente a paz reinou na mansão. Enquanto isso, uma mulher se aproveitava do luar ter chegado para adentrar nos territórios da família Tao. Como um felino ela saltava entre as pedras que estavam ao redor da casa, os seus longos cabelos púrpuros balançavam com o vento conforme ela pulava, porém cada salto era mais difícil que o anterior, pois havia uma barreira invisível ao redor da casa e o atrito com o corpo da mulher fazia com que pequenos “choques” elétricos acontecessem ao redor dela. Sempre com a expressão séria ela finalmente consegue dar um último salto e atravessar a misteriosa barreira. Enquanto planava no ar observou como era grande o seu próximo alvo: havia muitas construções no estilo chinês e um grande pátio antes da “casa grande”, provavelmente há de ter armadilhas, ela pensou enquanto caia de uma forma delicada como uma pluma. Quando “pousou” ela ficou de joelhos no chão, parada era como se estivesse observando algum inimigo se aproximando. Apesar de usar uma venda nos olhos todos os seus outros sentidos trabalhavam perfeitamente bem, o que lhe dava uma leitura muito boa do local onde estava. Calmamente ela se pôs de pé e fitou a mansão deu um passo em direção a ela e então notou tarde demais que havia caído numa armadilha. Olhou para cima e viu que diversos kyonshis saltaram encima dela. Magicamente duas estacas surgiram em suas mãos e rapidamente partira para o ataque. Com o toque da sua estaca ela estava literalmente “destruindo” todos os zumbis que ousavam ficar no seu caminho, havia alguns minutos que ela estava batalhando contra eles. Apesar de não considerar nenhum deles uma grande ameaça, pois seus movimentos eram lerdos comparados com os dela, finalmente após destruir mais uma horda de guerreiros ela parara e fitara um vulto que surgira. - As suas habilidades são impressionantes... O vulto era ninguém menos que Tao Jun, a Dohshi. Usando um longo vestido negro com uma fenda no lado esquerdo ela segurava na mão direita diversos talismãs de papel que formavam um leque; olhou seriamente para a mulher que estava atacando os Kyonshis da sua família. A mulher, entretanto continuou parada, sem responder, apenas observando a garota. - Entrando no meu território dessa forma... –uma nova horda de kyonshis surgiu- Diga o que quer. - Eu estou apenas seguindo as ordens de meu Mestre. –ela respondeu friamente- Como uma pantera ela correu em direção de Jun e saltou. Nesse instante os zumbis se jogaram na frente da sua mestra para protegê-la, porém todos foram destruídos com uma simples estacada da mulher ou eram estrangulados pelas correntes que ligavam as estacas. Finalmente abrindo uma brecha ela atacou Jun que conseguiu se desviar do primeiro projétil, porém o segundo iria acertá-la em cheio. - Não permitirei que machuque a Jun! Antes que a estaca acertasse a garota surge Lee Pailong e rapidamente repele o golpe, se posicionando para lutar. Enquanto isso a garota dera passos para trás e a mulher caiu no chão, ficando de quatro, pronta para o próximo golpe. - Acabe com ela, Pailong. –ordenou Jun- O sol já raiava nas montanhas chinesas quando o guerreiro chinês se dirigia a sua casa, o sangue de cheiro humano impregnava toda a cordilheira e Tao Ren, montado no seu fiel cavalo Hakuô percebeu isso rapidamente fazendo com que o animal corresse mais rápido. - Chefinho! –exclamava um choroso Bason- - Eu sei! –berrou o rapaz- Quando ele chegou à mansão de sua família vira tudo completamente destruído, pedaços de Kyonshis espalhados pelo pátio da casa, rastros de sangue em todas as partes, buracos no chão, uma parte do telhado da casa havia sido destruído. Mais que rapidamente ele adentrou nos cômodos e finalmente chegou ao grande salão. Lá estavam os corpos de seus familiares, pai, mãe, avô e irmã. Com exceção da última os outros tinham perfurações nos corpos e estavam lá, deitados e extremamente machucados, porém ao redor deles não havia uma única poça de sangue e para alegria do rapaz Jun se mexera ao sentir a presença dele. - Ren... –ela suspirou- Ele foi correndo até a irmã e afagou-lhe os cabelos verdes, fez um sinal para que ela ficasse quieta, porém ela não o obedeceu. Juntando as suas forças ela contou que uma mulher misteriosa havia atacado a família Tao e após aniquilar todos os membros da família levou as almas dos kyonshis consigo inclusive a de Paylong. - Ela me deixou viva... Para que eu contasse a você... –nesse instante uma lágrima rolou pelo rosto dela- - Jun... – o rapaz falou baixo- Guarde suas forças... - Não! –ela então fez menção de se levantar- - Você é louca?! –o rapaz se levantou para ajudá-la – Nem consegue ficar de pé! Como quer vingar a morte dos nossos pais? - Você não entende Ren... Ela levou as almas deles! Não foram somente os kyonshis... –novamente ela começara a chorar – O guerreiro ficara em um estado de choque com a informação, então além de matar os seus pais essa tal mulher havia levado as almas deles? Isso lhe soava estranhamente familiar, porém ele não se deixaria levar pelo motivo de vingança- sim, iria matar a desgraçada que fez sua irmã sofrer - mas não iria perder o controle e possivelmente a vida por isso. - O nome... Dela é... Rider... –disse Jun fracamente- - Poupe suas forças mestra Jun! – implorou Bason- - Ele tem razão – concordou Ren- Vamos... Um dia havia se passado desde o incidente com a família Tao, agora em Pequim o jovem guerreiro chinês observava a irmã que estava em uma cama hospitalar. Ela parecia dormir tranquilamente apesar de tudo que havia passado, enquanto isso pensamentos rondavam a mente dele. “Alguém que derrotou até mesmo o velho...” “Almas... Por que raios alguém iria querer tantas almas de uma só vez?” - Tao Ren? –uma voz disse- Quando o rapaz deu por si uma mulher, de roupas pretas e longos cabelos estava sentada na janela, ela estava com as pernas cruzadas e o vento sacudia levemente os cabelos dela. O guerreiro fez menção de se levantar, mas com um sinal da mão ela o fez parar. - Nós não vamos lutar –disse- Não aqui, esta noite, no prédio mais alto venha me enfrentar pelas almas da sua família. Se você não vier à próxima alma que eu vou caçar será a dela. - ela aponta para a jovem que estava dormindo- - Sua! –brandiu o rapaz- Antes que ele pudesse fazer algo a mulher simplesmente se jogara para trás e quando Ren correu até a janela não havia o menor sinal dela, era como se ela nunca estivesse ali. Então ele discretamente fechou a janela e quando se virou sua irmã estava sentada na cama o encarando. - Ren, nós temos que derrotá-la. - Nós? –ele ergueu uma sobrancelha- EU vou derrotá-la, você só vai me atrapalhar. - Por favor, Ren, não discuta comigo – Jun estava estranhamente calma- Sim? –sorriu- Depois de muita insistência a garota conseguira convencer o seu irmão e após ela receber alta no mesmo dia ambos saíram à procura da misteriosa mulher. Já era noite quando eles finalmente encontraram o prédio mais alto da cidade, achar uma construção alta em uma cidade chinesa não era algo fácil de fazer. - Ren! –gritou Jun pegando-o pelo braço- - Ela está perto... E não está sozinha... –sussurrou- Os irmãos estavam na frente de um grande prédio comercial, estranhamente não havia pessoas ao redor e nem luzes acessas dentro do edifício. - Estamos sendo observados. –finalizou ela- Ela está nos desafiando... - Pois o desafio está aceito! –berrou o rapaz para o alto- - Ren! Cuidado! Tem alguma coisa estranha! –Jun olhava para os lados aflita- - Sim, mas... Irmã! Se não fosse a agilidade do guerreiro chinês uma estaca teria atravessado o corpo de sua irmã, porém ele machucou um pouco a mão ao fazer isso e pingos do sangue dele caíram no chão. Do alto de uma parede que ficava na frente deles estava Rider, como se fosse uma aranha e lentamente levou a ponta da estaca ensangüentada aos lábios e dando uma risada, lambeu-a. - Ren! Aquela é... - Vou segui-la. –disse ele abrindo a sua mala e montando a lança- Jun,espere aqui, por favor. O rapaz dera um salto em direção a sua adversária e no mesmo instante incorporou o espírito do guerreiro chinês Bason na sua lança, tornando-a grande e poderosa. Logo que começou a subir as paredes do prédio ele fora atacado por Rider que partira pra cima com as suas estacas. O atrito entre as armas fez com que cada um dos lutadores se afastassem e começassem a subir o prédio pulando pela sua lateral, como se o escalassem aos saltos. - Ela está se dirigindo para o telhado? –pensou Jun- Eu tenho que ajudar! –disse e começou a correr para a portaria do prédio- Enquanto isso os dois adversários ainda subiam aos saltos, Ren tentava analisar a mulher que lhe atacava, porém ela o interrompeu ao jogar uma das suas estacas na direção dele. A lâmina fazia um movimento semelhante ao de uma cobra e o guerreiro só conseguiu se esquivar dela dando um salto para trás e logo em seguida Rider partira para o ataque novamente. Cansado de apenas se esquivar Ren também a ataca e o choque entre estaca/lança faz com que cada um deles fosse parar em lados opostos e de costas um para o outro. - Parece que você não gosta de lugares altos, Tao Ren. –disse Rider virando o rosto para o guerreiro- - Argh! Desgraçada! –gritou o guerreiro que partiu para o ataque imediatamente- - Essa lança de que você se orgulha... –de repente Rider aparece diante Ren- Não tem valor nenhum aqui certo? Com um cínico sorriso nos lábios a mulher da um chute na altura do maxilar do guerreiro e como se estivesse planando no ar diz calmamente: - Mas... Não se preocupe. Então Ren começou a cair devido à força do golpe, graças aos seus treinamentos ele conseguiu se segurar em uma das janelas e quando olhou para cima lá estava Rider a uma distância muito curta dele, parada como se estivesse grudada na parede somente pelos pés. Os seus braços estavam cruzados e a luz do luar iluminava o corpo dela de uma forma que a tornava uma criatura extremamente bela. - Porque em breve, vou aliviar a sua dor. No mesmo instante ela voltara a escalar o prédio aos saltos e Ren estava no seu encalço. Enquanto isso Jun estava dentro de um elevador do prédio, a sua entrada fora extremamente fácil, pois todas as pessoas do edifício estavam desmaiadas. Finalmente o elevador pifou e parou alguns andares antes do último, furiosa ela começou a subir as escadas exclamando: - Droga! Por que não vai até o último andar? Finalmente Ren estava chegando ao topo do prédio e assim que ele viu Rider subir na cobertura ele dera um último impulso e chegara também na cobertura. Porém antes que ele visse algo um grande brilho acima dele o cegou ao ponto de que ele teve que tapar os olhos por alguns instantes. Então ele conseguiu ver duas grandes asas brancas surgindo e o relincho de um cavalo ecoando nos seus ouvidos. Para sua surpresa tratava-se de um Pégaso e montada nele estava Rider com o mesmo sorriso de antes. Ela deu uma risada para si e ficou analisando o seu adversário por alguns instantes e então partiu para o ataque. Ren de uma forma muito ágil cortou o ar ao seu redor fazendo com que as massas de vento afastassem a criatura e a sua domadora, enquanto eles voavam o rapaz os observava. - Uma over soul que é equivalente à magia... Será o fantasma de uma criatura milenar? - Enquanto isso Rider que voava rapidamente com o Pégaso fez com que ele atacasse Ren diretamente- Subindo as escadas do prédio estava Jun, tão ofegante que teve que parar alguns instantes para pegar ar e finalmente voltar a subir os degraus. - Ren! –pensou- Agüente firme! O corpo do guerreiro chinês fora jogado contra o chão de forma violenta após a investida da criatura alada. Ele rapidamente se recuperou e ficou de joelhos, se levantou, mas o seu corpo fraquejou e ele cambaleou para trás. - Mas que surpresa... –disse Rider- Você é mais durão do que parece. - Para usar uma criatura mitológica... Seus pecados são muitos, certo, Rider? –ele estava ofegante e a olhava mortalmente- - Eu não era nada mais do que inimiga para vocês, humanos. –finalizou ela demonstrando um sorriso- Dessa forma, as únicas coisas que eu posso controlar, são essas pobres criaturas, abandonadas por vocês! - Entendo. Eu imaginava que você fosse do tipo desonesta... –ele suspirou- Você não é um ser humano, e sim, uma criatura maligna! –o olhar dele era mais sério agora- - Lamente enquanto pode – então o Pégaso batera as suas asas e içara vôo e partira para o ataque- Por você não ser nem capaz de tocar essa criatura! - A Jun não está aqui. – ele pensou enquanto via a criatura vir na sua direção e desviava do ataque- Eu vou esperar pelo momento em que a Rider estiver indefesa. Se eu continuar esquivando, e esperar... Então o som de uma porta se abrindo chamou-lhe a atenção, então ele vira a sua irmã ofegante olhando para ele com uma cara assustada quando ela enxergara o Pégaso. - Jun, por quê?! –exclamou- Uma grande risada de deboche ecoou por todo o local da batalha fazendo com que os irmãos chineses ficassem em modo de defesa. - Você viu, Rider? –dizia em tom de deboche- Essa é a diferença de poder, entre nós e eles! - Onde você está, covarde?! –berrou Jun- - Esse é o fim, para você, e o seu irmão. –ele disse calmamente- Como vocês nos deram uma grande quantidade de almas boas... Eu farei com que vocês morram, sem dor alguma. –então as almas da família Tao surgiram e logo em seguida desapareceram- Faça-o, Rider. Comece com esse bicudinho. Não se esqueça de nenhum membro, certo? Então o Pégaso dera mais um relincho extremamente agudo e começara a ganhar altitude, nesse instante Jun começou a correr em direção ao seu irmão para ajudá-lo de alguma forma, mal sabia ela que só estava atrapalhando. - Ren! Ren!!! –gritava ela enquanto corria- - Jun... O rapaz suou frio ao ver sua irmã indo justamente para o campo de batalha, ao ver a criatura alada se aproximando e sem muitas escolhas ele começou a emanar a sua força oracular com uma força tão grande que fez Jun parar de correr e se afastar um pouco. - Ren... –ela disse protegendo o rosto de tamanha força- - Parece que a brincadeira termina aqui, Tao Ren – disse Rider fazendo um carinho no pescoço do Pégaso que dera outro relincho- Como a minha over soul é poderosa demais, as pessoas irão notar se eu usá-la. –nesse instante a mão dela começara a brilhar e uma fina linha dourada surgira- No entanto, não preciso temer se era apenas notada aqui. - Então, essa é a sua verdadeira over soul, Rider? – Ren também estava liberando a sua energia, se preparando para o desfecho da luta- - Sim... –então a fina linha se transformara numa rédea dourada que Rider segurava firmemente- Esse cavalo é muito gentil, então não é adequado para lutas. –ela puxou a rédea lentamente- Se eu não usar isso, ele não entrará no clima. Sem a menor piedade a mulher chicoteia o lombo do cavalo com a rédea, arrancando um “grito” de dor dele e então os olhos do Pégaso se tornaram vermelho-sangue e brilhavam misticamente. - Desapareça, Ren!!! –berrou ela- A criatura voara em direção a Ren que foi obrigado a aumentar a sua energia, mas isso fora praticamente ineficaz, pois o cavalo-alado passara reto por cima dele, pegando altitude e velocidade, se transformando praticamente numa estrela cadente. O rapaz percebendo o perigo que a sua irmã corria começara a evocar uma entidade que ele não usava há muito tempo e diversas camadas de ar começaram a lhe rodear. - Oh, trovão... –ele rogou- Então as massas de ar se misturaram com a força oracular do xamã e começaram a rodear a lança dele, ao redor do corpo de Ren estava se formando um tornado que subia ao céu de forma imponente. - Aquilo é... –sussurrou Jun, assustada- Enquanto isso Pégaso havia parado de subir e começara a descer, na direção do tornado, aos poucos ele começou a brilhar cada vez mais, uma luz tão branca que realmente parecia uma estrela cadente vindo na direção de Ren. - Rider... –falou Ren calmamente- - OVER SOUL... –ela berrou- “Bellerephon!” - Você disse que ninguém perceberia se o usasse aqui. –ele se coloca em posição de combate- Eu concordo! Não preciso me preocupar, sobre queimar o solo daqui! Finalmente o tornado havia parado e as massas de ar sumiram revelando que a lança de Ren agora era de um dourado tão brilhante que nem mesmo Jun conseguia olhar para ela diretamente. A força do rapaz emanava furiosamente por todo o local. - Uma lança... Dourada? – a garota estava perplexa- Agora se enxergava apenas duas luzes extremamente brilhantes, uma dourada parada encima do prédio e outra branca indo na direção desta numa velocidade impressionante. - OVER SOUL! – a lança de Ren brilhara ainda mais- “Hiper Golden Chuuka Zanmai!!!” O rapaz simplesmente acertara o ar na direção de Rider e liberara toda a sua força de uma vez só, um grande raio dourado fora na direção do Pégaso e sobrepujara a luz branca dele, em instantes não se enxergava nem ele e nem a sua domadora. Antes de ser obliterada a mulher teve a sua venda cortada ao meio e ninguém vira, mas os olhos dela eram os mais lindos que já existiram. Uma grande explosão aconteceu e um grande feixe dourado rasgou o céu noturno de Pequim, aos poucos ele se extinguiu e não havia mais sinais nem de Pégaso e Rider. Agora não havia mais tornados e nem forças ao redor do corpo do guerreiro chinês, ele estava apenas parado com uma expressão triste nos olhos. - Ren... –disse calmamente Jun- - Ah! –berrou um rapaz que estava escondido atrás deles, o livro que ele segurava estava se queimando e ele olhou aterrorizado para isso- Não! Não! NÃO! - Mas que... Decepção... Uma voz que a garota não conseguiu definir se era feminina ou masculina ecoara e um portal negro surgira diante o outro rapaz, sugando-o e desaparecendo em seguida. Jun iria averiguar o quê teria sido aquilo, mas o som do choque do corpo do seu irmão com o chão chamou-lhe a atenção e ela fora ao seu socorro. O outro misterioso rapaz agora se encontrava no grande salão da sua mestra, Ela estava de pé encarando-o veemente. Desta vez ela usava uma grande saia vermelha e a parte de cima de uma armadura que lhe tapava o busto, em cada ombro havia um medalhão com uma lua desenhada que prendiam uma longa capa negra à vestimenta. Os braços dela estavam nus com somente um bracelete dourado em cada um. - Você... - Por favor! Espere minha senhora! –então ele estalou os dedos e fez surgir todas as almas dos Kyonshi da família Tao e dos próprios membros dela- Eu trouxe todas essas almas... Para a senhora – ele fez uma mensura para ela- - Rider coletou essas almas, você nada mais fez que guardá-las. –ela ainda estava usando a sua máscara e colocou a mão nela- Por SUA culpa, eu perdi uma das minhas mais valiosas servas... Ele não ia ficar mais ali para ser morto, talvez ele conseguisse fugir dela então jogando todas as almas contra ela começara a correr em direção à grande porta de saída. Ela simplesmente retirara a sua máscara que se transforma em um grande livro negro com páginas surradas e uma lingüeta vermelha-sangue. - Tola alma... Tu pertences a mim... Virando-se para trás ele vira finalmente o rosto da sua mestra, era lindo, belo, magnífico! Traços tão delicados e pele branca como a neve, os seus olhos, ah os olhos, vermelhos como jóias raras. Os cabelos eram brancos e lhe caiam pelos ombros acompanhando a capa, mostrando as suas ondas. Devido a essa distração ele não percebera um gigante atrás de si, então ele sentiu uma dor imensa ao ponto de não conseguir gritar. O seu corpo fora cortado ao meio por uma espada gigantesca e agora o gigante a enfiava através do peito do rapaz. Ele ainda estava agonizando quando viu a mão grotesca dele segurar a sua cabeça e então, arrancá-la sem dó nem piedade. - Hihihi... –ria a mestra com uma das mãos na barriga e a outra tapando a boca- O gigante rosnou e então jogou os restos mortais do rapaz em um canto e com um simples estalar de dedos Dela diversos demônios começaram a rasgar a carne do rapaz, devorando o que sobrou do corpo dele. - Meu doce Berserker... Só você mesmo para dar um julgamento digno a este inútil... –ela sorriu para ele- Vejo que me trouxe almas muito nobres... Atrás do gigante surgiram as almas dos guerreiros do Ghandara, todos sem exceções foram mortos por ele e agora foram entregues a sua senhora. Ela deu um sorriso e então mordeu a ponta do polegar e com o sangue que escorria Ela escreveu algo no livro numa língua que nem os mais antigos conheciam. Nesse instante todas as almas; kyonshis, Taos, Ghandaras, foram absorvidos pelo livro que se fechou logo após o fato. Então o gigante se dirigiu bruscamente em direção a Ela e como um cachorro que implora carinho se ajoelhou. A jovem - sim, pela sua aparência o máximo que ela deveria ter seria vinte e poucos anos – se aproximou dele e mesmo ele tendo o dobro da sua altura ela beijou-lhe a testa e sorriu para ele. - Meu querido... Eu quero... –um sorriso diabólico surgiu nos lábios dela- A alma de Hana Asakura... - Mestra mandou... Berserker obedece... Continua... |
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| Smart Angel | Jun 7 2008, 07:08 PM Post #30 |
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HANA!!! HANA NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!!!! T_____T Meu Hana não pode morrer. T_T Hao! Vai protegê-lo! É uma ordem! Hao: *lendo um script de uma das minhas fics* Não. Demo... T_T Hao: A fic não é sua... Eu só sigo suas ordens se forem dessa *levanta o script* fic aqui. Mas meu Hana vai... T_T Hao: Não é problema meu... *continua a ler* TT__TT Você matou os Gandharas? ATÉ a Sat? A enviada de Buda?! Tadinha da Sat... T_T Talvez seja maldade dizer isso, mas eu ri na luta. XD Imaginando o Ren crescido lutando foi engraçado. XDDD Ficou muito boa... ^^ E finalmente o cara que fez Hana-chan sofrer morrer! MAs agora tem que matar o gigante também... E a mestra dele. u_u |
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) Thanks cherrie ;)
5:21 AM Jul 11